Menu
BONITO_PREFEITURA_FEVEREIRO_2019
tera, 19 de fevereiro de 2019
mutantes
Busca
ITALÍNEA DOURADOS

Grafeno, considerado o metal mais fino do mundo, pode gerar internet ultrarrápida

31 Ago 2011 - 13h18Por Estadão.com

Cientistas britânicos desenvolveram uma maneira de usar o grafeno, o material mais fino do mundo, para capturar e converter mais luz do que era possível anteriormente, o que abre caminho a avanços na internet de alta velocidade e outras formas ópticas de comunicação.

Em um estudo publicado pela revista Nature Communication, a equipe, que inclui Andre Geim e Kostya Novoselov, cientistas premiados com o Nobel no ano passado, descobriu que, ao combinar grafeno e nanoestruturas metálicas, o volume de luz que o grafeno é capaz de absorver e converter em energia elétrica aumentava em 20 vezes.

O grafeno é uma forma de carbono com espessura de apenas um átomo, e ainda assim 100 vezes mais forte que o aço.

“Muitas das maiores companhias de eletrônica estão considerando o grafeno para sua próxima geração de aparelhos. Esse trabalho reforça as chances do grafeno ainda mais”, disse Novoselov, cientista russo que, com Geim, conquistou em 2010 o Nobel de Física por suas pesquisas sobre o grafeno.

Trabalhos anteriores tinham demonstrado que é possível gerar energia elétrica ao instalar duas estruturas metálicas de entrelaçamento fino sobre uma base de grafeno, e fazer com que todo o aparato receba luz, convertendo-o na prática em uma célula solar simples.

Os pesquisadores explicaram que, devido à mobilidade e velocidade especialmente elevada dos elétrons no grafeno, essas células produzidas com o material podem atingir velocidades incrivelmente rápidas, dezenas ou potencialmente centenas de vezes mais rápidas que as oferecidas pelos cabos de Internet mais velozes hoje em uso.

O principal obstáculo a aplicações práticas até o momento vinha sendo a baixa eficiência das células, segundo os pesquisadores. O problema é que o grafeno absorve pouca luz -apenas cerca de três por cento; o restante passa pelo material sem contribuir para a geração de energia.

Em uma colaboração entre as universidades de Manchester e Cambridge, a equipe de Novoselov constatou que o problema poderia ser resolvido por uma combinação entre grafeno e as minúsculas estruturas metálicas conhecidas como nanoestruturas plasmônicas, dispostas em padrão especial por sobre o grafeno.

Essa disposição permitiu que o desempenho de absorção de luz do grafeno melhorasse em 20 vezes, sem sacrifício de velocidade, a equipe afirmou no estudo. A eficiência pode ser ainda mais melhorada no futuro, afirmaram.

Deixe seu Comentário

Leia Também

GERAL
Justiça confirma proibição da venda de agrotóxicos no Mercado Livre
SEM DEFESA
Advogada ameaça suicídio e júri é suspenso com réu sem defesa em MS
SUPERLUA
Maior superlua em 2019: o fenômeno astronômico que ocorre nesta terça-feira
AGRICULTURA
Em MS, Iagro e SES enfrentam venda e uso irregular de agrotóxicos na agricultura
MÚSICA
João Carlos Martins passa por cirurgia para tratar dor e tem movimento da mão reduzido
CIDADES
'Ganhei um presente embalado', diz mãe de bebê que nasceu dentro da bolsa amniótica
POLÍTICA
Nelsinho Trad é eleito coordenador da bancada de MS em Brasília
POLÍCIA
Tarado que tentou estuprar mulheres é procurado em cidade de MS
BONITO INFORMA TV
Fórum Municipal de Cultura de Bonito convoca comunidade para reunião sobre 20º Festival de Inverno
SAÚDE
Projeto Roda-Hans/Carreta da Saúde está atendendo hoje em Bonito