Menu
ITALÍNEA DOURADOS
quarta, 24 de outubro de 2018
KAGIVA
Busca

Governo anuncia hoje medidas para compensar dólar baixo

2 Ago 2011 - 14h47Por G1

Para compensar os efeitos da queda do dólar, que oscila ao redor de R$ 1,55 nos últimos dias, a menor cotação dos últimos doze anos, o governo federal anuncia nesta terça-feira (2), em cerimônia no Palácio do Planalto, a nova política industrial, que deve se chamar "Brasil Maior", para aumentar a competitividade das empresas brasileiras, que vêm perdendo mercado no exterior e, também, no Brasil para os produtos importados.

O novo pacote de "bondades" deverá conter medidas de desoneração (redução de tributos), simplificação de procedimentos no comércio exterior e recuperação mais rápida de créditos, além de linhas de crédito para o setor produtivo.

O anúncio de uma nova política de estímulo à competitividade das empresas acontecerá sem que a espinha dorsal do pacote anterior, anunciado em maio do ano passado, tenha saído do papel. Também não deverá ser anunciada hoje a desoneração da folha de pagamentos, que vem sendo pedida pelas empresas brasileiras para diminuir os custos de contratação. Básicos 'seguram' saldo comercial

Dados do governo mostram que o superávit da balança comercial (exportações menos importações) cresceu 74,4% de janeiro a julho deste ano, para US$ 16,1 bilhões, principalmente por conta do crescimento das vendas externas de produtos básicos. Esse resultado está relacionado com a elevação dos preços das chamadas "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como alimentos, petróleo e minério de ferro, entre outros) no mercado externo.

Com o preço em alta, as vendas externas se tornam mais rentáveis - o que aumenta o valor das exportações.

Segundo análise do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), seria inevitável a elevação relativa dos bens primários por conta do aumento dos preços das "commodities" neste ano. Entretanto, o Instituto acrescenta que é necessário que o Brasil preserve uma "relevante diversificação exportadora, resista à tentação de deixar-se levar para a especialização de sua economia em algumas commodities e desenvolva um "programa de reindustrialização". Efeitos do dólar baixo Levantamento da CNI mostra que, por conta do dólar baixo, 48% das empresas exportadoras perderam participação no mercado externo em 2010, ou deixaram de exportar no ano passado. "Diante de um novo cenário, no qual a moeda brasileira torna-se cada vez mais forte, ganhos de competitividade são fundamentais para a sustentação das exportações (...) É preciso retirar os entraves à competitividade industrial", avaliou a CNI.

Para o economista da CNI, Flavio Castelo Branco, a expectativa do setor produtivo sobre pacote de estímulo à competitividade das empresas brasileiras é grande. "Participamos da discussão, mas quem elabora a política é o governo. Estamos com a expectativa de que parte das adversidades, de tributação sobre investimento, encargos sobre mão de obra, custo de capital e acesso a recursos, além da questão de logística, que faz com que o custo de colocação do produto brasileiro no exterior seja maior, sejam contemplados no pacote", disse ele.

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres, informou nesta segunda-feira (1) que haverá medidas, no pacote de estímulo à competitividade, voltadas a fortalecer a indústria brasileira. "Vai de encontro ao interesse de agregar valor à pauta exportadora brasileira", confirmou ela.

Medidas já confirmadas No começo de junho, o Ministério do Desenvolvimento confirmou que já haviam sido fechadas quatro medidas da nova política industrial. Uma das medidas confirmadas é a recuperação imediata do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) pagos por quem compra máquinas e equipamentos destinados à produção. Atualmente, o prazo para recuperar o crédito é de 12 meses.

Outra medida do governo visa acelerar a depreciação das máquinas e equipamentos. Na prática, permite que as empresas declararem o valor pago como despesa, diminuindo, assim, o lucro e o pagamento de tributos. Pelo formato atual, o prazo é de cinco anos e vai ser reduzido para 12 meses.

O Ministério do Desenvolvimento também confirmou, no mês passado, que vai zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pago na compra de computadores, caminhões ou outros itens, desde que estes sejam como equipamentos pelas empresas. Também será criado o "drawback investimento" - que vai permitir aos fabricantes de máquinas comprarem insumos sem pagar PIS e Cofins.

Deixe seu Comentário

Leia Também

AÇÃO DA PMA - RIO MIRANDA
No Rio Miranda, PMA autua pescador por pesca ilegal, apreende pescado e um pescador foge
BONITO - MS - EM ALERTA
Em Bonito e todo o MS, Defesa Civil emite alerta para mais riscos de tempestades
NOVA PESQUISA - GOVERNO DO MS
Azambuja mantém liderança no 2º turno em nova pesquisa divulga hoje terça 23 de outubro
POLÍTICA - DEPOIMENTO
VÍDEO: seção judiciária chefiada por Odilon foi investigada por venda de armas apreendidas
BONITO - MS
Campanha reúne fundos para conserto da Van da Pestalozzi em Bonito
A FAZENDA 10 - CLIMA QUENTE
A Fazenda 10: Nadja e Gabi trocam farpas, modelo se revolta quebra prato e confusão toma conta
RETA FINAL - NOVELA GLOBAL
Segundo Sol: Karola pode morrer no final de Segundo Sol; saiba mais
BONITO - MS - BEACH TENNIS
Bonitenses fazem bonito e campeões são definidos na 4ª etapa do estadual de Beach Tennis
TELEFONIA
STF julga inconstitucional lei de MS que proíbe tempo para uso de crédito de celular
POLÍTICA
Deputados analisam veto sobre recorrer de multa pela internet