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2 de Março de 2011 07h11

Giroto discute em Ministério implantação do PNLT em MS

Também faz parte do PNLT a ampliação dos aeroportos de Dourados, Três Lagoas, Bonito, Porto Murtinho e Chapadão

MS Notícias
AssessoriaAssessoria

O deputado federa Edson Giroto (PR-MS) esteve reunido na manhã de ontem (01/03/2011) com Marcelo Perrupato, secretário de Política Nacional de Transportes, para discutir a implantação do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), idealizado pelo secretário, e serviu de base para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O PNLT prevê investimentos de R$ 290 bilhões até 2023 em todos os sistemas modais: ferroviário, rodoviário, aquaviário, dutoviário e aeroviário.

A proposta do plano nacional é adequar os sistemas modais às demandas de produção agropecuária, mineral e industrial do país nos próximos anos, aliado a redução de 41% no consumo de combustível; 32% de redução de emissão de CO2; 39% de redução de emissão de NOx , com a contrapartida de aumento de 38% no aumento da eficiência energética, isso com aumento da carga transportada de 850,9 para 1.510,4 bi tku (bilhão de tonelada-quilômetro-útil - tonelada de carga multiplicada pela distância percorrida). 

De acordo com Perrupato, a intenção é distribuir melhor a participação dos modais, fazendo, até 2025, cair de 58% para 30% o uso do transporte rodoviário no total de carga que circula no país, mas com o incremento do transporte ferroviário de 25% para 35% no mesmo período; de 13% para 29% o aquaviário; de 3,6% para 5% o dutoviário e de 0,4% para 1% o aeroviário.

“Ao se utilizar três trens com 90 vagões, serão 200 carretas bi-trens (veículo com reboque duplo)a menos circulando. Ao se priorizar investimentos capazes de racionalizar a matriz de transportes do país, haverá redução dos custos de transporte, de energia e de emissão de gás do efeito estufa (GEE)”, enfatizou Perrupato, ao detalhar que o objetivo do PNLT é estruturar novos corredores multimodais estratégicos para aumento da capacidade de transporte, priorizando os sistemas hidroviário e ferroviário.

Neste processo está inserida a Ferrovia do Pantanal, que tem projeto de interligar a Região do Bolsão de Mato Grosso do Sul, a região de Maracaju e Dourados, e a Região de Corumbá com o resto do país. Um ramal ferroviário vai ligar a Ferrovia Norte-Sul ao Estado, por Paranaíba, passando por Três Lagoas e chegando até Campo Grande; outro seguirá para o Sul do Estado, passando por Mundo Novo e Guaíra, até Cascavel (no Estado do Paraná). “Na próxima semana começamos a discutir na Valec (Empresa estatal ) sobre o estudo de viabilidade do melhor traçado e onde haverá mais carga para ser transportada”, afirmou Giroto, durante o encontro com Perrupato. 

Também faz parte do PNLT a ampliação dos aeroportos de Dourados, Três Lagoas, Bonito, Porto Murtinho e Chapadão do Sul, como parte do Programa MS Forte, que foi elaborado pelo Governo de Estado de Mato Grosso do Sul com base no plano nacional. 

No setor hidroviário do PNLT, os corredores Paraná-Tietê - com 245 quilômetros, de Guaira (PR) até UHE Porto Primavera (SP) - e o Paraguai - com 1.323 quilômetros, de Cáceres (MT) até o Rio Apa - vão beneficiar Mato Grosso do Sul. 

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