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Foco de febre aftosa no Paraguai preocupa pecuaristas da fronteira em MS

21 Set 2011 - 09h34Por Alan de F. Brito, de Dourados

Após a confirmação neste domingo (18) um foco de febre aftosa no Departamiento de San Pedro, no Paraguai. O ‘Estado’, fica a 130 km de Coronel Sapucaia. Após a confirmação o estado de MS decidiu bloquear a fronteira com o país vizinho. Ao todo, a fronteira tem uma extensão de 600 km, com 11 municípios no lado brasileiro.

A Superintendência Federal de Agricultura (SFA) deve dobrar o número de equipes volantes, de 10 para 20 equipes. Além disso a entrada de carne e subprodutos bovinos paraguaios foram proibidos pela Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O governo do Paraguai notificou a Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) ainda no domingo. A rapidez com que o Paraguai detectou o foco e informou a OIE ajudou o governo do Estado a tomar providências rápidas.

O presidente do Sindicato Rural de Ponta Porã, o pecuarista Jean Paes, espera que o Governo Paraguaio consiga isolar rapidamente o foco de febre aftosa. Ele afirma que há sim a preocupação de que o foco se alastre, devido a proximidade com o Brasil, porém ressalta que o Paraguai tendo tomado medidas rápidas, ajudou no alerta ao governo do Estado.

Paes afirma ainda que nos últimos anos, o transporte ilegal de animais pela fronteira tem sido muito pequeno ou nenhum, devido a conscientização dos produtores da região. “É ruim pra América do Sul como um todo, Os países são muito próximos, o que deixa todos em alerta”, afirmou o pecuarista.

Segundo informações, o presidente da Associação Rural do Paraguai no Departamento de San Pedro, Silfrido Baumgarten, dono da fazenda onde foi detectado foco de febre aftosa, disse que não pode ser responsabilizado porque cumpriu todas as etapas de vacinação do seu rebanho.  

Segundo ele, o prejuízo com o sacrifício de aproximadamente 800 animais será de US 380 mil. Já o governo do Paraguai, em razão da suspensão das exportações, deve amargar prejuízos de R$ 300 milhões. Silfrido Baumgarten quer que o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) investigue a origem do vírus que contaminou o gado.

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