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FMI reduz projeções de crescimento global; Brasil crescerá 3,8%

20 Set 2011 - 12h32Por Folha.com

O FMI (Fundo Monetário Internacional) baixou nesta terça-feira suas previsões para o crescimento da economia mundial, que se "debilitou consideravelmente" e que continuará sob ritmo lento, segundo divulgado no informe "World Economic Outlook" (Perspectivas Econômicas Mundiais, em tradução livre).

A instituição indicou que, se os dirigentes ocidentais mantiverem seu compromisso, o crescimento da economia mundial poderá alcançar 4% em 2011 e um valor similar em 2012. No entanto, EUA e Europa podem entrar em recessão se não tomarem as medidas necessárias.

O Ocidente é motivo de preocupação para o fundo. Em junho, as previsões de crescimento dos EUA foram fortemente rebaixadas, chegando a 1,5% em 2011 e 1,8% em 2012, e exortou as autoridades desse país a tomarem as medidas necessárias para reduzir a dívida pública e apoiar a recuperação. O crescimento da zona euro, por sua vez, foi fixado em 1,6% em 2011 contra os 2% que eram anteriormente previstos.

O crescimento mundial será impulsionado principalmente pelos países asiáticos em desenvolvimento, que podem crescer até 8,2% neste ano, e por outras economias emergentes.

O FMI prevê um "crescimento débil a curto prazo", não havendo previsão de melhoras até o início de 2012.

BRASIL

As perspectivas de crescimento para a economia do Brasil em 2011 com relação à previsão de junho foram rebaixadas em três décimos e a situou em 3,8%.

No relatório, o FMI manteve, no entanto, a previsão de crescimento da economia brasileira em 3,6% para 2012.

Apesar de, oficialmente, o governo brasileiro ainda manter a expectativa de crescimento de 4,5% para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, a própria presidente Dilma Rousseff já declarou recentemente que o governo faria "um esforço para chegar a 4%, quatro e pouco (%)", segundo a BBC Brasil.

O Boletim Focus (levantamento semanal do Banco Central com base em consultas ao mercado) mais recente, divulgado na segunda-feira, havia reduzido pela sétima semana seguida as projeções de crescimento para o Brasil, passando de 3,56% para 3,52%.

Se as estimativas do FMI se confirmarem, o Brasil terá o segundo menor crescimento na América do Sul em 2011, sendo superado apenas pela Venezuela, cuja economia deve avançar 2,8%, e abaixo da média da região, de 4,9%.

O aumento do PIB brasileiro será menor também que a média de 6,4% prevista para os emergentes e nações em desenvolvimento, e para o crescimento global, de 4%. Ainda assim, estará em um ritmo mais forte do que o previsto para economias desenvolvidas, de 1,6%

O FMI espera que a economia do país cumpra suas metas de inflação, reduzidas nas novas previsões para 6,6% em 2011 e situadas em 5,2% no próximo ano, avaliando como encorajador o anúncio do perto fiscal e o sinal de que o governo está comprometido com a meta de 4,5%. Apesar disso, afirmou ser necessário "esperar para ver" se o corte nos juros promovido está na direção certa.

Em seu relatório, o FMI admite que alguns emergentes interrompam o ciclo de aperto monetário até que tenha passado a incerteza econômica mundial.

Até abril, o fundo defendia o aperto em emergentes, como o Brasil, que, segundo ele, estavam superaquecidos. As novas turbulências, porém, podem levar a uma queda nas exportações e no fluxo de capitais, suavizando a demanda e puxando a inflação para baixo.

Com relação à taxa de desemprego no Brasil, o fundo prevê que seja elevada de 6,7% em 2011 para 7,5% em 2012.

AMÉRICA LATINA E CARIBE

A América Latina e o Caribe gozam ainda de perspectivas robustas e crescerão 4,5% em 2011 e 4% em 2012 graças às matérias-primas e a sua relativa resistência financeira, assegurou o informe do FMI.

O Fundo reduziu levemente suas previsões para a América Latina em relação a (4,6%), mas a região mantém um bom rumo em linhas gerais, apesar de com variações, segundo cada país.

"As condições financeiras se tornaram de certa maneira mais instáveis com o aumento da sincronização nos mercados mundiais e o aumento da aversão mundial (ao risco), mas o impacto na região foi limitado até agora", explica o documento.

Os exportadores de matérias-primas do Cone Sul conseguem os melhores indicadores: Argentina crescerá 8% este ano, Chile 6,5%, Paraguai 6,4%, Peru 6,2% e Uruguai 6%.

Em seguida está o principal motor econômico da região, o Brasil, com 3,8% de crescimento, a mesma taxa que o México. O Brasil deverá crescer 3,6% em 2012.

"Em outras regiões, incluindo a América Central e o Caribe, a atividade econômica ainda é tênue por causa dos vínculos reais mais estreitos com os Estados Unidos e outras economias avançadas e, em alguns casos, pelos altos níveis da dívida pública", advertiu o texto.

Depois de dois anos de contração, a Venezuela registrará uma cifra positiva, de 2,8% em 2011. A Colômbia crescerá 4,9%, o Equador 5,8% e a América Central em seu conjunto 3,9%.

EUROPA

As previsões de crescimento para a zona do euro neste ano é de 2% a 1,6%, e para 2012 de 1,7% a 1,1%, o que confirma a desaceleração do crescimento devido à crise da dívida soberana na Eurozona, segundo o relatório divulgado nesta terça-feira.

No relatório divulgado nesta terça, o Fundo prognosticou de 2% a 1,6% este ano e 1,7% a 1,1% em 2012, o que confirma a desaceleração do crescimento devido à crise da dívida na região.

"A Europa luta contra uma renovada volatilidade nos mercados e riscos crescentes de instabilidade financeira", afirma o FMI em suas previsões econômicas. O BCE (Banco Central Europeu) deverá baixar sua taxa básica se as ameaças continuarem, sugeriu.

E advertiu: "Se a crise da dívida nos países periféricos continua propagando-se nas economias dos países centrais da Europa (...) afundará a estabilidade financeira global"

"Depois de um primeiro trimestre com cifras animadoras, o crescimento da Eurozona caiu vertiginosamente no segundo trimestre de 2011, em parte devido à pressão dos altos preços das matérias-primas sobre as rendas reais e ao contínuo ajuste fiscal, mas também pelos efeitos da crise na confiança dos consumidores e empresários, inclusive nos países centrais europeus", escreve o documento.

"As turbulências financeiras atuais são um obstáculo para a atividade econômica ao provocar uma queda na confiança e o financiamento", acrescentou.

Apesar de as políticas fiscais previstas nas economias da Eurozona serem apropriadas, "serão necessárias mais reformas".

Neste sentido, o Banco Central Europeu (BCE) deve baixar sua taxa básica se persistirem as ameaças.

O BCE deverá continuar com suas intervenções "para conter a volatilidade nos mercados", ao menos até que os governos e parlamentos da Eurozona aprovem o acordo de 21 de julho.

"Reforçar o sistema financeiro continua sendo prioridade", enfatiza.  

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