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21 de Março de 2011 15h36

Expectativa de vida aumenta na Europa, diz estudo

Reuters

A expectativa de vida na Europa está aumentando, apesar da epidemia da obesidade, segundo um estudo de tendências realizado ao longo dos últimos 40 anos. A pesquisa ainda destacou que as pessoas do Reino Unido vivem mais do que os norte-americanos.

Em um relatório publicado no "International Journal of Epidemiology", o especialista em saúde da população David Leon, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, disse que os resultados contrariam a preocupação de que o crescimento da expectativa de vida pode estar perto do fim nos países ricos, por conta dos problemas de saúde causados pelos níveis de obesidade generalizada.

Eles também sugerem que simples fatores, como a riqueza de uma nação e quanto ela gasta em cuidados de saúde, não são necessariamente relacionados ao tempo de vida do seu povo.

Apesar de gastar mais com saúde do que qualquer outro país do mundo, a expectativa de vida nos Estados Unidos está no mesmo nível que a menor de qualquer país da Europa Ocidental --homens em Portugal e mulheres na Dinamarca, por exemplo-- e a taxa de longevidade entre as mulheres está aumentando a um ritmo muito mais lento do que na Europa Ocidental.

Em 2007, a expectativa de vida nos Estados Unidos foi de 78 anos, em comparação a 80 no Reino Unido, observou Leon.

"Esta simples observação mostra que o PIB e as despesas de saúde per capita não são bons indicadores da saúde da população nos países de alta renda", escreveu ele.

DECLÍNIO NA MORTALIDADE POR DOENÇAS CARDÍACAS

O relatório disse que uma das contribuições mais importantes para a tendência foi o declínio das mortes por doenças cardíacas.

As doenças cardiovasculares, que podem levar a ataques cardíacos, derrames e outros eventos fatais, são a principal causa de morte no mundo, matando cerca de 17,1 milhões de pessoas por ano, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

O relatório de Leon diz que as mortes por doença cardíaca no Reino Unido tiveram uma das maiores e mais rápidas quedas em comparação a qualquer país da Europa Ocidental, "em parte devido às melhorias dos tratamentos, assim como a redução do tabagismo e outros fatores de risco".

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