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Exército testa foguetes balísticos no Campo de Instrução de Formosa, em Goiás

21 Jul 2011 - 17h30Por Agência Brasil

O Comando do Exército fez hoje (21) três lançamentos de foguetes balísticos, com alvos terrestres predeterminados, no Campo de Instrução da Força, no município goiano de Formosa. São artefatos desenvolvidos pelo Exército Brasileiro em conjunto com a Avibras Indústria Aeroespacial. Os foguetes podem atingir alvos até 90 quilômetros de distância. Modelos semelhantes já foram exportados pela empresa à Malásia, rendendo divisas de 219 milhões de euros.

O general Sinclair Meyer, responsável pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, disse que apenas os Estados Unidos criaram modelos de foguetes desse tipo, mas com maior capacidade de alcance, podendo atingir alvos até 300 quilômetros de distância.

Segundo o general, o país já trabalho para ampliar o alcance de seus foguetes, mas, para isso, necessita de recursos a fim de fazer pesquisas e desenvolver novos projetos. Esses artefatos diferem de um míssil, de acordo com Meyer, porque têm trajetória definida a partir do impulso que recebe, já o míssil é guiado e pode ter sua trajetória controlada.

Para o general Visconte Paz, do Departamento de Produtos de Defesa do Comando do Exército a demonstração, que teve as presenças do vice-presidente da República, Michel Temer, e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi feita para aproveitar "o tempo de validade do combustível sólido que impulsiona os foguetes e para mostrar às pessoas que têm poder decisório a importância de conhecerem o funcionamento do sistema". O general disse ainda que a evolução da tecnologia nacional, nesse setor, depende de mais recursos e que a Defesa "está determinada a trabalhar por isso, já que se trata de setor estratégico e que pode também ser um nicho para o país no mercado internacional".

Para o vice-presidente Michel Temer, a demonstração feita com os foguetes balísticos "é compatível com a situação de crescimento que o Brasil está vivendo". "Um país que quiser se ombrear com as nações mais desenvolvidas tem que ter instrumentos de defesa tecnicamente muito aperfeiçoados. Este é o desejo das Forças Armadas, do ministro Jobim e de todos nós", disse, prometendo que será "um advogado da causa por mais investimentos para o desenvolvimento de tecnologia militar".

O ministro Nelson Jobim declarou que o Exército, junto com a Avibras, "quer continuar desenvolvendo a tecnologia na área militar porque temos um acervo tecnológico que não pode ser perdido". Ressaltou que os foguetes usados na demonstração de hoje foram feitos a partir de tecnologia exclusivamente brasileira. Segundo o ministro, há interesse mundial na aquisição de equipamentos bélicos fabricados pela Avibrás, que caminha para a tecnologia digital.

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