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Estudante obesa passa por constrangimento em ônibus urbano em MS

30 Mai 2011 - 08h47Por Campo Grande News

Aos 28 anos, pesando 127 quilos, C. é estudante de Letras na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e utiliza diariamente o transporte coletivo urbano de Campo Grande. Na última quarta-feira, porém, o trajeto entre a Universidade e a casa de C., no final da manhã, foi marcado por uma cena de constrangimento que deixou também um hematoma no abdômen da estudante.

“Eu sempre peço para rodar a catraca e descer pela porta da frente, mas dessa vez o motorista não deixou; ele disse que eu tinha que passar pela catraca porque senão o fiscal iria brigar com ele. Eu passei, mas ficou um roxo enorme na minha barriga”, conta.

De acordo com C., saindo da Universidade, ela pegou o ônibus da linha 087 (Gal. Osório/Guaicurus) por volta das 11h15 e pretendia descer na Praça Ary Coelho para pegar outro ônibus, até sua casa, no Jardim Imá, utilizando o sistema de integração. Era horário de grande movimento e o ônibus, de acordo com C., era equipado com duas catracas, o que torna os espaços ainda mais apertados.

“Quando foi chegando perto da Praça foi que eu pedi pra descer pela frente e ele não deixou. Eu ainda tentei conversar com ele, mas acabei passando na catraca para não perder o horário do outro ônibus, mas principalmente porque fiquei com vergonha de ficar batendo boca”, diz a estudante, informando ainda que não é a primeira vez que precisa discutir dentro do ônibus para convencer motorista ou cobrador de que “não cabe” na catraca.

“Não é todos os dias que eu tenho esse problema, principalmente porque a maior parte dos motoristas, sobretudo na linha do bairro, já me conhece, e eles me tratam bem. Mas já aconteceu mais de uma vez de eu ter que convencer o motorista ou o cobrador de que preciso descer pela frente ou então entrar no ônibus pela porta de trás”, conta.

C. disse ainda que não sabe se vai fazer uma reclamação junto à empresa, mas decidiu contar sua história como uma espécie de apelo: “Eu acho que as empresas pensam muito na tarifa e não pensam nas pessoas. Eles deveriam orientar melhor os motoristas e os cobradores, porque os ônibus têm até banco para obeso, mas essas cadeiras ficam na parte de trás. Como é que a gente chega lá? Se acontece comigo, pode acontecer com outras pessoas”.

Voltando à vida normal - C. diz que sempre foi “gordinha”, mas depois que perdeu o pai, há pouco mais de dois anos, começou a engordar cada vez mais. “Eu cheguei aos 167 quilos, parei de estudar e não saía de casa, porque tinha vergonha e medo de passar esse tipo de situação, de constrangimento”, relata.

Há cerca de um ano, C. iniciou tratamento médico para emagrecer e, aos poucos, foi voltando à vida normal. Perdeu 40 quilos e voltou a estudar. Usa diariamente o transporte coletivo urbano para ir e voltar do campus da UFMS.

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