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12 de Março de 2011 12h23

Ensino médio técnico terá quatro anos no Estado de São Paulo

Folha.com

  O secretário de Estado da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, afirmou ontem (11) em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) que a partir de 2012 os alunos que ingressarem no ensino médio vão ter a possibilidade de optar por também fazer um curso técnico/profissionalizante.

Segundo Voorwald, ainda neste semestre devem ser firmados convênios com 28 unidades de ensino técnico do governo federal que estão no Estado de São Paulo para atender os estudantes.

As aulas serão simultâneas entre o ensino geral e o profissionalizante. Quem optar pelo curso técnico fará quatro anos em vez de três.

Voorwald afirmou que não vai haver vestibulinho para ingressar em um dos cursos.

Somente com esses convênios com o governo federal cerca de 5.600 alunos serão atendidos. "Mas também estamos buscando novas parcerias, com USP, Unicamp e Unesp, por exemplo, e esse número de vagas ainda pode ser ampliado."

Segundo o secretário, caso haja mais interessados do que vagas, um sistema de seleção --ainda a ser estudado-- deve ser aplicado.

Voorwald esteve em Ribeirão participando de debates sobre a reorganização dos ensinos fundamental e médio no Estado. Nas próximas semanas, ele visitará outras nove cidades do interior.

AVALIAÇÃO

O secretário disse que estuda mudar o sistema da avaliação por mérito, implantado em 2008 pelo ex-governador José Serra (PSDB).

Segundo ele, ex-reitor da Unesp, a questão tem sido discutida com os servidores, que reclamam que não é uma prova que vai dizer se alguém tem mérito ou não.

Voorwald disse que a prioridade de sua gestão é encontrar um método que crie um plano de carreira do professor, garantindo maior comprometimento dos docentes.

Segundo ele, esse método fez as universidades no Estado se diferenciarem pela qualidade. O secretário disse ainda que os servidores reclamam da substituição de uma reposição salarial pelo bônus e a prova do mérito.

"Eu concordo com essa reclamação. Já apresentei ao governador a política de salários, que é a sugestão da pasta em implantar."

O secretário geral da Apeoesp (associação dos professores no Estado), Fábio Moraes, afirma que a extinção do programa de valorização por mérito é uma das principais lutas da categoria.

"Queremos uma proposta que valorize a carreira e também políticas públicas de incentivo da evolução do servidor. São esses fatores que trazem mais produção no setor e não uma prova

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