Menu
mutantes
segunda, 22 de abril de 2019
ASSOMASUL MARÇO
Busca
ITALÍNEA DOURADOS

Empresa de turismo norte-americana explorava turismo sexual na Amazônia, diz PF

11 Jul 2011 - 14h47Por Folha.com

Uma empresa de turismo norte-americana que organizou excursões pesqueiras na Amazônia está sendo investigada sob suspeita de explorar o turismo sexual no Brasil.

A Wet-A-Line Tours é alvo de um processo no Estado da Geórgia, segundo reportagem publicada ontem pelo jornal "The New York Times".

A agência também está sendo processada no Brasil, assim como a Santana Ecofish Safari, parceira que organizava passeios em Manaus.

Segundo investigações da Polícia Federal, ao menos 15 meninas foram vítimas de estupros e aliciamento nas viagens promovidas pelo proprietário da agência norte-americana, Richard Schair.

A empresa, segundo a investigação, utilizava iates luxuosos, camuflados de pesca esportiva para estrangeiros.

"O pacote incluía o turismo sexual", afirma o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Sérgio Fontes.

As meninas são da cidade de Autazes, a 118 km de Manaus, e eram aliciadas, segundo a polícia, para participar dos passeios pesqueiros.

Além de Schair, são réus na ação penal José Lauro Rocha da Silva, proprietário da agência de turismo brasileira, Daniel Geraldo Lopes, Juscelino de Souza Motta e os irmãos Admilson Garcia da Silva e Adilson Garcia da Silva.

O processo do caso está em segredo de Justiça no Brasil.

Em seu site, o grupo norte-americano de ativismo feminino Equality Now afirma que o processo nos EUA foi aberto em junho por quatro meninas, todas de origem indígena, que dizem ter sido forçadas a se prostituir quando tinham menos de 18 anos, a mais jovem tinha 12 anos.

A Equality Now afirma que elas alegam ter sido "vendidas como prostitutas". "No barco, teriam recebido bebida alcoólica e drogas e forçadas a praticar atos sexuais".

O grupo diz que é a primeira ação a usar a Lei de Proteção às Vítimas do Tráfico Humano para pedir compensação às supostas vítimas.

OUTRO LADO

O proprietário da Wet-A-Line Tours, Richard Schair, nega as acusações, segundo o jornal "The New York Times", que publicou ontem reportagem sobre o caso.

Schair negou envolvimento com a prostituição infantil nos depoimentos à Polícia Federal. A Folha não conseguiu localizar o empresário.

A reportagem tentou contato com os advogados dos outros réus na ação brasileira José Lauro Rocha da Silva, da agência Santana Ecofish Safari, Daniel Geraldo Lopes, Juscelino de Souza Motta e os irmãos Admilson Garcia da Silva e Adilson Garcia da Silva, mas não teve sucesso até a conclusão desta edição.

O empresário norte-americano tenta suspender temporariamente o processo que corre em seu país.

Deixe seu Comentário

Leia Também

FRENTE FRIA CHEGANDO
Frente fria passa pelo Estado e temperaturas caem nesta segunda-feira
AÇÕES DO GOVERNO DO MS
Governo de MS: Servidores estaduais tem descontos de até 30% no comércio de Campo Grande
AÇÕES DO GOVERNO DO MS
Estado inicia cascalhamento de mais uma estrada implantada no Pantanal
BONITO - MS - "BOCA FECHADA"
Polícia Civil fecha 'boca de fumo' e droga avaliada em R$ 20 mil na porta de escola em Bonito (MS)
BONITO - MS - EMOÇÃO
Espetáculo da Paixão de Cristo emociona público em Bonito (MS)
OPORTUNIDADE
JBS anuncia seleção para 62 vagas, em 3 cidades de MS
CAMPO GRANDE - PARQUE DAS NAÇÕES
Lago assoreado vira ‘cemitério’ em ato de socorro do Parque das Nações em Campo Grande
DOURADOS - CASO DE POLÍCIA
DOURADOS: Assaltada e estuprada a caminho do trabalho, mulher procura HU e polícia
PUXÃO DE ORELHA NA PETROBRAS
Em áudio, Onyx diz que governo deu 'uma trava na Petrobras', caminhoneiros podem ficar sossegados
BONITO - MS - AÇÃO POLICIAL
Quatro menores é pego pela PM tentando assaltar com arma de brinquedo em Bonito (MS)