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Em reunião com ministro, governador pede recursos para Festival de Inverno de Bonito

22 Mar 2011 - 12h41Por Campo Grande News

Durante agenda ontem, em Brasília (DF), o governador André Puccinelli (PMDB) visitou o ministro do Turismo, Pedro Novais, e pediu a liberação de recursos já empenhados para Mato Grosso do Sul. No Ministério do Turismo, o montante para o Estado gira em torno de R$ 11,5 milhões.

Puccinelli esteve acompanhado do deputado federal Edson Giroto (PR). “Entre as obras que fazem parte do montante a ser liberado estão a continuidade da rodovia Bonito-Bodoquena, bem com a reforça no Palácio Popular da Cultura. O ministro se mostrou atento às reivindicações do governador”, relatou o ex-secretário estadual de Obras.

O governador também reivindicou auxílio para o Festival América do Sul e o Festival de Inverno de Bonito, além do Salão de Turismo promovido pelo governo do Estado, em junho, em Campo Grande.

Giroto afirmou que o governador fez uma visita de cortesia ao ministro, já que eles foram colegas à época que Puccinelli foi deputado federal, em 1995.

André viajou ontem pela manhã para Brasília. Afirmou que iria cobrar os R$ 5 milhões prometidos pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. No entanto, a audiência não ocorreu, segundo informações do ministério, pois o ministro cumpriu agenda ontem em Maceió (AL) e Aracaju (SE).

Nesta terça-feira, Giroto afirmou que vai ao Ministério da Integração reivindicar a verba prometida pela pasta.

A assessoria de imprensa do governo do Estado não soube informar o restante da agenda do governador em Brasília, além da agenda com o ministro do Turismo.

Preocupação - O parlamentar contou que o governador está preocupado com os reflexos financeiros para Mato Grosso do Sul com a crise na safra de soja e agora com as perdas previstas na pecuária no Pantanal, devido às cheias.

“Os reflexos com a perda de gado devem ser sentidos em 2011 e 2012”, prevê Giroto.

Aliada a crise provocada pela chuva, o deputado federal se mostra apreensivo com os anúncios de cortes pelo Governo Federal. “Isso preocupa. Brasília ainda não se posicionou em relação aos restos a pagar dos anos de 2008, 2009 e 2010. O que foi liberado até agora só foram recursos referentes às obras do PAC”, explica.

O ex-secretário estadual afirmou que a posição do governo federal em cancelar verbas para obras, referentes a recursos empenhados aos anos de 2007, 2008 e 2009, que não tiveram início, ou seja, nem a primeira medição, pode representar R$ 23 milhões em Mato Grosso do Sul e R$ 50 bilhões em todo País.

“É um pouco de irresponsabilidade do governo federal, porque quebra a cadeira produtiva do País”, criticou.

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