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Educação integral é aprimorada em cursos de pós-graduação

5 Set 2011 - 14h45Por Ministério da Educação

Um curso de pós-graduação em educação integral reúne um grupo de 50 acadêmicos da região Sul graduados em 18 tipos de cursos – de letras a enfermagem, de pedagogia a serviço social, de matemática a design gráfico. Esses profissionais estudam na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). O currículo aborda temas como conceito, experiências e possíveis impactos no universo do ensino básico.

A formação presencial é oferecida em Chapecó, a 555 quilômetros de Florianópolis, na sede da UFFS, uma instituição multicampi, criada há 23 meses e que está presente nos três estados da região Sul.

Junto com a UFFS, nove universidades federais das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul foram selecionadas pelo Ministério da Educação, em 2010, para abrir cursos de pós-graduação em educação integral. Outras instituições vão receber recursos do MEC para cursos de extensão nessa área.

De acordo com o coordenador do curso na UFFS, Élsio Corá, a turma tem alunos originários de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, selecionados entre 140 candidatos. “Boa parte dos acadêmicos são gestores de escolas municipais e estaduais, servidores de instituições federais de ensino, importantes multiplicadores da educação integral”, diz Corá.

A múltipla procedência dos alunos é ainda mais ampla no caso dos professores. Segundo o coordenador, os educadores que lecionam na especialização vêm de Santa Catarina, Tocantins, Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro, Ceará e Goiás, o que enriquece a formação e o intercâmbio. “Desde o início, tanto os acadêmicos quanto os professores estão empenhados em tornar o curso uma experiência modelo para o Brasil”, explica.

A pós-graduação começou em janeiro deste ano, com término previsto para julho de 2012. Serão 368 horas de aula onde os profissionais vão estudar as bases teóricas e históricas da educação em tempo integral, a legislação e as políticas, currículos e métodos, espaço e tempo na escola, a docência, a gestão.

O curso também terá um seminário para a troca de experiências e apresentação dos trabalhos finais. Em junho passado, a turma da especialização visitou a cidade de Apucarana, no Paraná, para conhecer a experiência de educação integral, implantada em 2001 em todas as escolas urbanas e rurais da rede com turmas dos anos iniciais do ensino fundamental. Pela Lei nº 090, de 21 de dezembro de 2001, Apucarana instituiu a educação integral no município.

Formação – Na Universidade Federal da Fronteira Sul, a especialização tem uma série de objetivos, entre eles, complementar a formação de gestores e professores da educação básica, desencadear o diálogo e a troca de experiências regionais, nacionais e internacionais, consolidar iniciativas, estimular a produção de uma base de dados a partir das monografias.

Na avaliação do pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da UFFS, Joviles Trevisol, o curso evidencia e fortalece o compromisso da universidade com a melhoria da educação básica e com a formação de professores. “Temos plena certeza da importância dessa iniciativa, sobretudo porque atende a uma necessidade concreta e está em consonância com as metas do Plano Nacional de Educação”, observa ele.

O professor Joviles Trevisol se refere à meta número seis do Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Nesta meta, 50% das escolas da educação básica pública devem oferecer educação em tempo integral até 2020. O governo federal enviou o PNE ao Congresso Nacional em dezembro de 2010.

Trajetória – Em 2007, o Ministério da Educação criou o programa Mais Educação para atender, com transferência de recursos, escolas públicas municipais e estaduais. O repasse, de R$ 37 mil, em média, depende do número de estudantes atendidos na educação integral de cada escola. O dinheiro vai direto para a caixa escolar, em cota única.

A experiência do Mais Educação começou em 2008 em 55 municípios das 27 unidades da Federação, com 1.380 escolas e 386 mil alunos; em 2009 foi ampliado – participaram 126 municípios, 5 mil escolas e 1,5 milhão de estudantes; em 2010 foram 389 municípios, dez mil escolas, 2,3 milhões de alunos. Em 2011, o programa trabalha com 15 mil escolas e 3 milhões de alunos.
 

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