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É possível invadir um celular Android que está com o sistema desatualizado?

21 Fev 2019 - 07h57Por DA REDAÇÃO

 

 
Aparelhos com Android podem ficar desatualizados por falta de suporte do fabricante, mas isso não é carta branca para invasões. — Foto: DivulgaçãoAparelhos com Android podem ficar desatualizados por falta de suporte do fabricante, mas isso não é carta branca para invasões. — Foto: Divulgação

Aparelhos com Android podem ficar desatualizados por falta de suporte do fabricante, mas isso não é carta branca para invasões. — Foto: Divulgação

 

Invasão de celular desatualizado

 

É possível invadir um celular Android que está com uma antiga versão de Android, ou seja, desatualizado? Ou não importa se está ou não atualizado e mesmo assim eles conseguem invadir? Outra dúvida: os provedores de internet têm acesso ao que nós visitamos? E às nossas senhas de e-mail, que foram salvas no navegador? — Ana Vitória

Ana, é muito importante que você defina bem o que é "invadir". Existem certos ataques prejudiciais que podem ser realizados contra um smartphone independentemente de sua versão de sistema. No entanto, um smartphone desatualizado sempre abre mais portas para um atacante, algumas delas muito severas.

Por exemplo, existem falhas no Android desatualizado que podem permitir que o celular seja atacado se a vítima abrir uma foto ou vídeo. Também pode ser possível burlar a tela de bloqueio, mesmo que você tenha configurado uma senha. Isso não é possível em celulares que estiverem com o Android em dia. Por esse motivo, estar com o sistema atualizado é um benefício e fecha muitas portas.

No entanto, você ainda não deve entregar seu celular desbloqueado para outras pessoas. Você não deve ficar longe do celular em lugares em que há multidões. Esse tipo de comportamento é arriscado, embora o telefone atualizado e bloqueado diminua bastante a chance de problemas.

Quanto à sua segunda dúvida, os provedores têm acesso a diversas informações sobre os seus hábitos de navegação de internet. Os provedores também contratam seus próprios provedores, que também possuem certas informações (porém, o "provedor do provedor" já não tem seus dados cadastrais e não tem como saber que um acesso partiu de você, como pessoa).

Isto dito, não é porque os provedores têm acesso a essas informações que eles podem utilizá-las. O provedor, de maneira geral, não pode registrar suas informações de navegação sem que ele tenha recebido uma ordem judicial para fazê-lo. Além disso, registrar esses dados de todos os clientes teria um custo elevado e não é viável.

O provedor também não terá acesso às suas senhas, sejam as salvas no navegador ou as que você usa na internet, porque normalmente senhas são transmitidas com criptografia entre você e o site acessado. O provedor não possui capacidade para decifrar essas informações, então tudo que o provedor enxerga são dados embaralhados e sem sentido.

 
 WhatsApp exibe apenas informações limitadas sobre as sessões ativas no WhatsApp Web, o que dificulta identificar a origem de conexões feitas sem autorização. — Foto: Reprodução WhatsApp exibe apenas informações limitadas sobre as sessões ativas no WhatsApp Web, o que dificulta identificar a origem de conexões feitas sem autorização. — Foto: Reprodução

WhatsApp exibe apenas informações limitadas sobre as sessões ativas no WhatsApp Web, o que dificulta identificar a origem de conexões feitas sem autorização. — Foto: Reprodução

 

Registro de acesso ao WhatsApp Web

 

Recentemente notei que o WhatsApp Web do celular de uma amiga está conectado e o horário de uso sempre atualizando em horários diferentes. Ela, porém, nunca utilizou o WhatsApp Web. Há alguma maneira de descobrir de onde vem essa conexão e o local? Ele aparece conectado a um navegador mobile. Ela também nunca utilizou esse navegador.

Há alguma forma de alguém descobrir? A delegacia especializada em crimes virtuais conseguiria? — Leticia

O blog Segurança Digital desconhece qualquer caso em que o WhatsApp tenha fornecido informações detalhadas sobre os acessos ao WhatsApp Web. Sua única chance é realmente a polícia, que precisará solicitar essas informações judicialmente para o WhatsApp com base no seu relato.

Vale ressaltar que o WhatsApp é uma exceção nisso. Quase todos os serviços e aplicativos (como Facebook, Twitter, Google) mostram informações detalhadas sobre cada acesso feito à sua conta para que você possa ter informações de um possível invasor. O WhatsApp é o único que apresenta apenas essas informações limitadas e que não ajudam você na hora de identificar o responsável.

 
Dados de aplicativos podem ser recuperados de celulares antigos. Antes de vender um aparelho, é obrigatório usar pelo menos a restauração de fábrica. — Foto: Altieres Rohr/G1Dados de aplicativos podem ser recuperados de celulares antigos. Antes de vender um aparelho, é obrigatório usar pelo menos a restauração de fábrica. — Foto: Altieres Rohr/G1

Dados de aplicativos podem ser recuperados de celulares antigos. Antes de vender um aparelho, é obrigatório usar pelo menos a restauração de fábrica. — Foto: Altieres Rohr/G1

 

Recuperação de mensagens em celular velho

 

Eu tinha um aparelho velho e comprei um novo. Se eu não reiniciar ou não desativá-lo, quem pegou meu celular pode ver minhas mensagens? O chip é o mesmo, mas em um celular novo, o velho não tem mais chip. — Roseli

Roseli, é imprescindível que você apague todos os dados de um celular (usando a "Restauração de fábrica") antes de vender o aparelho. Sem fazer isso, é possível, sim, que o novo dono veja suas mensagens ou mesmo recupere arquivos e dados de aplicativos que foram apagados e desinstalados.

Em 2014, a empresa de segurança Avast fez fez um experimento e comprou 20 smartphones usados. A companhia conseguiu recuperar 40 mil fotos que já tinham sido apagadas, além de centenas de mensagens.

O ideal é que seu smartphone use criptografia (todos os modelos novos utilizam) e que você realize uma restauração do sistema antes de entregar o aparelho ao novo dono.

 

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