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Dormir pouco impede formação de memórias

2 Ago 2011 - 12h16Por Estadão.com

 Um novo estudo parece confirmar algo de que pais exaustos já suspeitavam: a falta de sono, causada por interrupções frequentes, impede que o cérebro forme novas memórias.

Apesar de tais resultados terem sido obtidos a partir de um estudo com camundongos, algumas mães que não conseguem dormir tanto quanto gostariam - entre elas a autora do estudo, Asya Rolls, da Universidade de Stanford - dizem que o resultado parece descrever também aquilo que ocorre com os humanos.

A pesquisadora diz sofrer de um mal apelidado de "mãenésia", o torpor mental que se instala pouco após o parto e pode durar até que os pequeninos aprendam a dormir a noite toda.

"Eu me lembro dos meus filhos quando eram bebês, mas trata-se de uma memória muito confusa, que tem como base principalmente fotos e vídeos", diz Asya, que publicou seu estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.

De fato, ela descobriu que acordar suas cobaias com frequência fez com que elas desenvolvessem uma espécie de amnésia. Depois de uma noite de descanso, suas cobaias se mostravam curiosas, investigando novos objetos na gaiola, enquanto ignoravam outros objetos mais antigos e familiares. Mas, após uma noite maldormida, os camundongos se assemelhavam mais a gente com ressaca que não lembra da farra da noite anterior, informa Asya, que diz ter sido acordada pelos filhos a cada duas horas nas primeiras semanas.

No laboratório, ela interrompeu o sono dos animais ao estimulá-los com pulsos de luz a cada 60 segundos. Ela disse que, no dia seguinte, eles se comportavam como se nunca tivessem visto certos objetos.

Os ratos de laboratório costumam acordar com frequência superior à das pessoas, diz ela. Ainda assim, estimulá-los com tanta frequência pode ter impedido que eles transformassem memórias de curto prazo em lembranças de prazo mais longo.

A descoberta não se aplica necessariamente aos seres humanos, mas Ron Szymusiak, neurobiólogo do sono da Universidade da Califórnia em Los Angeles, chama o estudo de "um elegantíssimo experimento" que se soma a um corpo cada vez maior de trabalhos científicos mostrando que a falta de sono prejudica nossa capacidade de pensar com clareza. Estudos mostraram que passar uma noite sem dormir pode prejudicar a capacidade de dirigir quase tanto quanto o consumo exagerado de bebidas alcoólicas.

Mas ainda não há alívio à vista para novas mães como Kilie Porter, de 28 anos. "Se conseguir dormir continuamente por 2h40, terei uma noite memorável", diz ela, que mora perto de Seattle. "Trata-se de algo que prejudica o cérebro. Não temos mais a mesma agilidade mental de antes. Outro dia me perguntei por que os cães estavam caminhando ansiosos pela casa. Então percebi que já eram 19h e eu ainda não os tinha alimentado." E apesar de o marido de Kilie não acordar tão frequentemente, a mulher diz que o cônjuge tem mais dificuldade em se adaptar. "Eu posso tirar uma soneca durante o dia, ele não", diz Kilie. "Ele precisa acordar às 5h30 e conversar com outras pessoas e não apenas com um bebê." 

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