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Dores reumáticas afetam jovens, o mito do mal da idade ficou para trás

1 Set 2011 - 14h16Por Campo Grande News

Dores nas articulações, joelhos, costas e mãos, um sintoma que não tem mais escolhido idade. As doenças reumáticas deixaram de ser privilégio dos mais velhos e tem aumentado o número de incidência em pacientes jovens. Sobre o assunto começou hoje e vai até dia 3 de setembro, a XXI Jornada Brasileira de Reumatologia - 18ª edição no Centro-Oeste e a primeira na Capital.

Durante três dias devem passar pelo Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, mais de 800 profissionais de todo país. Uma troca de experiências, conhecimento e atualização para levar até os pacientes uma equalização no diagnóstico e tratamento.

Como principal sintoma de mais de 200 doenças que se enquadram no reumatismo, a dor pode estar relacionada ao modo de vida, ritmo de trabalho e também a alimentação, elas podem ser ainda infecciosas, degenerativas e imuno-genéticas.

O médico reumatologista e presidente da Jornada Centro-Oeste, Izaías Pereira da Costa explica que as degenerativas estão ligadas ao grupo social.

“Depende muito do meio, vamos colocar um trabalhador rural que passou a vida submetida de sol a sol com serviço braçal, ele vai ter lesões muito mais cedo do que alguém que trabalhe em escritório, por exemplo,” diz.

Izaías Pereira ainda ressalta que podem ter casos imuno-genéticos, mas que o ambiente tem um peso fundamental. “Ficar sentado muitas horas na mesma posição errada sobrecarrega o tendão, ombros, braços. Isso também é marcante”, comenta.

O carro chefe da Jornada é “Infecção e Auto-Imunidade” vai estudar como as doenças infecciosas afetam a imunidade e até confundem o diagnóstico. “Às vezes leishmaniose, hepatite C, HIV são tratadas como se fossem reumatismos porque se confundem no diagnóstico”, fala.

A Jornada traz de inovação novos mecanismos para diagnosticar o lúpus e a artrite reumática. “O que tem de novo, o que saiu na medicina, a jornada é para isso, trazer para o estudo vários assuntos”, exemplificou Izaías.

A especialidade é considerada “nova” na Capital, começou a formar reumatologistas há 9 noves, pelo Hospital Universitário. “Agora já tem número significativo de profissionais, já era hora de Campo Grande receber pela primeira vez o evento”, conta.

Doenças - Além da dor nas articulações, os sintomas podem ser também vista embaçada, queda de cabelo e lesão na pele, fatores que dependem da faixa etária.

Na infância, o médico Izaías explica que pode aparecer como dor de crescimento e febre reumática, já na adolescente como artrite e na fase adulta, a osteoartrite. A médica residente Veruska de Oliveira ressalta a importância de se discutir o assunto, principalmente porque são doenças que quando o diagnóstico é precoce a pessoa pode levar uma vida normal.

“É uma jornada brasileira, é bom para atualizar, principalmente para nós acadêmicos que estão em formação. A reumatologia cresceu muito, como a média em geral de especialidades”, conta.

Programação - As palestras abordam temas como Atualização em Dor, Curso de Atualização em Laboratório, Curso de Aplicação Clínica da Ciência Básica e ainda palestra com Cees Kallenberg, da Universidade de Groningen, na Holanda.

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