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26 de Março de 2011 15h55

Disputa pelo cliente de baixa renda derruba preços de passagens aéreas

Estadão.com

Passagem aérea a R$ 10, a poucos cliques de distância. Há não muito tempo atrás, essa afirmação provocaria descrença no consumidor brasileiro. Mas a realidade do setor aéreo do País tem mudado rapidamente. O que antes era considerado um serviço de luxo para poucos, hoje pode ser adquirido num site de compras coletivas, numa loja de eletrodomésticos ou até mesmo num guichê no metrô.

Assim como em outros setores da economia, é o fortalecimento das classes de menor renda, principalmente C e D, ancorado pelo aumento do poder de renda da população com o emprego em alta e crédito farto, que tem provocado tal mudança. Para abocanhar essa fatia de mercado potencial, as empresas aéreas têm desenhado suas estratégias - e a questão do preço é crucial para a escolha do cliente.

Estratégias aqui

Segundo o diretor-geral da Decolar.com, Alípio Camanzano, a estratégia básica usada pelas companhias doméstica são as chamadas promoções relâmpago. Para aproveitar as baixíssimas tarifas ofertadas, o consumidor precisa ficar atento aos meios de divulgação utilizados pelas empresas, em especial a internet. Camanzano aponta as mídias sociais como grandes aliadas na divulgação instantânea de ofertas. E dá a dica: "Geralmente, as empresas divulgam suas promoções às sextas-feiras à noite, por volta das 20 horas."

Do lado da procura, a escolha do dia da semana - além da antecedência - também influencia o valor de um mesmo trecho ofertado. Segundas e terças-feiras são os mais procurados para voos de ida; quintas e sextas-feiras são os preferidos na volta. Ou seja: se quiser preços melhores, evite esses dias.

Estratégias lá fora

Já as empresas internacionais trabalham de acordo com a ocupação futura dos assentos, com as promoções nos períodos de baixa temporada, quando a demanda é menor. Nos Estados Unidos, a sazonalidade dos preços varia nos períodos entre junho e junho e entre dezembro e janeiro, considerados alta temporada.

Na Europa o período de maior procura vai de agosto a setembro. "Nas companhias internacionais, antecedência só vale para conseguir lugar, mas não garante um preço menor", explica o diretor da Decolar. No Brasil, os meses de maior demanda são janeiro, julho e dezembro.

Aumento da concorrência

O aumento do volume de passageiros tem garantido o crescimento de companhias menores, impulsionadas pela estratégia de tarifas mais baixas e trechos alternativos. "Se você observar o comportamento do setor nos últimos meses, verá que as grandes empresas têm perdido participação de mercado ao mesmo tempo em que as pequenas têm crescido", observa Felipe Queiroz, analista da Austin Rating.

Para Queiroz, a tendência é de concorrência cada vez maior, com consequente queda de preços. Para aumentar suas taxas de ocupação, que são de cerca de 70% em média, as empresas têm recorrido a novas formas de atrair consumidores, como as promoções de sites de compras coletivas. "O benefício é para os dois lados; o cliente tem o serviço por um preço bastante competitivo e a empresa aumenta sua taxa de ocupação", aponta o analista da Austin.

A opinião é compartilhada pelo professor de Economia da FGV-SP, Samy Dana, para o qual as baixas taxas de ocupação estimulam a disputa de preços. "Para a empresa, levar 10 ou levar 100 passageiros tem o mesmo custo, pois o custo fixo é muito alto", explica. A ocupação dessas vagas ociosas acaba sendo uma forma de atrair novos clientes. Bom para a empresa, bom para o consumidor.

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