Menu
BONITO_PREFEITURA_FEVEREIRO_2019
quinta, 21 de fevereiro de 2019
mutantes
Busca
ITALÍNEA DOURADOS

Desvalorização do real preocupa empresários argentinos

27 Set 2011 - 13h14Por Agência Estado

A desvalorização do real acendeu, definitivamente, as luzes de alerta dos empresários argentinos. O assunto, que vinha sendo tratado com máxima cautela, em tom moderado, ganhou voz alta nos últimos dias. O maior temor é que o país sofra uma queda de suas exportações para o mercado brasileiro, que absorve 26% das vendas externas. No entanto, em entrevista à Agência Estado, o presidente da Câmara de Exportadores da República Argentina (Cera), Enrique Mantilla, ponderou que a variável mais importante no comercio bilateral, no fundo, está marcada pelo nível de crescimento econômico e não pelo câmbio.

"O Brasil tinha um problema estrutural na economia e era esperada uma correção na cotação do câmbio para manter um crescimento saudável. Se essa correção do real é positiva, no sentido de não aumentar a inflação, permitir uma redução da taxa Selic, manter a demanda e o nível de crescimento da economia em 4%, isso é uma boa notícia para nós", afirmou Mantilla. Ele ponderou que é preciso observar se a desvalorização da moeda brasileira não será repassada aos preços dos automóveis, por exemplo, principal produto de exportação da Argentina ao mercado brasileiro.

"Temos que dar um prazo para a economia brasileira se acomodar. Mas estamos confiantes de que esse acomodamento será positivo porque o Brasil tem quatro planos que o ajuda a manter o nível investimentos e da produção: o PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), o pré-sal, os Jogos Olímpicos e o Mundial de Futebol", enumerou.

Convivendo com uma inflação anual de 25% na Argentina, e elevados índices nos últimos seis anos, Mantilla ressaltou que o mais importante agora é que a política econômica brasileira não permita uma alta dos custos internos. "Um Brasil estável é ótimo para a Argentina, mas não pode ter inflação. No caso da Argentina, o peso perde competitividade porque os custos internos aumentam mais rápido do que o valor dos produtos que são exportados", disse ele.

Invasão brasileira – Mantilla reconheceu que o real mais competitivo pode provocar desarranjos fortes para o país, ampliando o déficit comercial com o Brasil e proporcionando uma "invasão" de produtos brasileiros. Porém, o empresário acredita que a única saída para manter a competitividade argentina "é com um forte processo de aumento da produtividade, o que requer investimentos e essa é uma das dificuldades porque não se observa um ciclo de investimentos muito forte no setor privado", criticou.

O presidente da União Industrial Argentina (UIA), Ignácio de Mendiguren, também reconheceu que a desvalorização causa "muita preocupação", mas disse que é preciso ter "calma". Em entrevista a rádios portenhas, Mendiguren afirmou que "embora o Brasil esteja modificando sua cotação do câmbio, isso não significa uma tendência". Ele disse, entretanto, que "a UIA e o governo estão fazendo um monitoramento do comércio exterior, mas o pior que poderia acontecer é que o Brasil deixe de crescer".

Deixe seu Comentário

Leia Também

GESTÃO PÚBLICA
Reinaldo Azambuja fala sobre desafios da nova gestão em entrevista à GloboNews
BONITO - MS - CONGRESSOS DE NETWORKING
Bonito (MS) receberá pelo menos 10 mil visitantes na baixa temporada em busca de networking em 2019
AGORA DEU MEDO
PMA captura cascavel de 1,3 metros em residência na Capital
GERAL
Em MS, 38 radares voltam a operar na BR-163 a partir da próxima semana
TEMPO E TEMPERATURA
Alerta: 24 cidades de MS estão com aviso de tempestade de perigo potencial
BONITO - MS - POLÍCIA
Vítima de 'estupro virtual' volta para casa e retoma rotina na escola em Bonito (MS)
GERAL
Sistema do Detran-MS continua fora do ar nesta quarta-feira
GERAL
Gabaritos do Enade 2018 já estão disponíveis no site do Inep
COTA ZERO
Deputados pedem que caça do jacaré seja liberada
POLÍCIA
Homem é preso, suspeito de exploração sexual de criança