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13 de Abril de 2011 17h17

"Descobrirão quem sou da maneira mais radical", disse atirador de Realengo

Folha.com

A Polícia Civil do Rio divulgou nesta quarta-feira novas imagens de Wellington Menezes de Oliveira, 23, que atirou contra alunos da escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio), matando 12 deles na quinta-feira (7).

O vídeo, com 58 segundos de duração, foi recuperado do disco rígido do computador do atirador, encontrado queimado em sua casa horas após a chacina. A polícia informou ter sido esse o único vídeo recuperado até agora.

"A maioria das pessoas me desrespeitam (sic), acham que sou um idiota, se aproveitam de minha bondade, me julgam antecipadamente. São falsas, desleais. Descobrirão quem eu sou da maneira mais radical numa ação que farei pelos meus semelhantes, que são humilhados, agredidos, desrespeitados em vários locais, principalmente em escolas e colégios, pelo fato de serem diferentes, de não fazerem parte do grupo dos infiéis, dos desleais, dos falsos, dos corruptos, dos maus. São humilhados por serem bons."

Segundo o diretor geral de Polícia Técnico Científica, Sérgio da Costa Henriques, as imagens foram gravadas pelo assassino dias antes do massacre.

"Tudo indica que ele usou uma câmera para gravar as imagens. Também estamos tentando recuperar outros dados da máquina dele", disse Henriques.

Ainda de acordo com o especialista, não foi encontrada nenhuma prova que aponte suspeitas de ligação de Wellington com grupos extremistas. O laudo da perícia do computador do atirador deve ficar pronto em até o final do mês.

Henriques afirmou que será investigada a origem das imagens exibidas na noite de terça-feira (12) pelo "Jornal Nacional", da TV Globo. Segundo ele, a polícia não tem essas imagens.

HOMENAGEM

Um ato ecumênico em homenagem aos estudantes mortos no massacre, realizado em frente a escola, reuniu mais de 2.500 pessoas na manhã desta quarta-feira.

O policial Márcio Alexandre Alves, que parou o atirador durante o massacre participou do ato. Ele foi aplaudido e pediu a união para que parentes e amigos superem o massacre. Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella Nardoni, morta em 2008, também foi ao Rio participar da celebração.

BULLYING

O "Jornal Nacional", da TV Globo, divulgou nesta terça-feira (12) outros vídeos feitos por Wellington. Nas imagens, ele aparece sem barba e fala de modo calmo, mas confuso. Ele diz ter feito a gravação na terça-feira (5), dois dias antes do ataque, e fala sobre o planejamento do crime.

"A luta pelo qual muitos irmãos no passado morreram e eu morrerei não é exclusivamente pelo o que é conhecido como bullying. A nossa luta é contra pessoas cruéis, covardes, que se aproveitam da bondade, da inocência, da fraqueza de pessoas incapazes de se defenderem", afirma.

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