Menu
mutantes
tera, 23 de abril de 2019
ASSOMASUL MARÇO
Busca
AGÊNCIA BONITO THIAGO

Criança morre após parto em maternidade da Capital e pai culpa o poder público

22 Mar 2011 - 08h53Por Midiamax

E.V, de 14 anos, estava grávida de cinco meses e acabou perdendo o bebê no domingo (21), na maternidade Cândido Mariano em Campo Grande. “O SUS (Sistema Único de Saúde) recusou fazer o cartão por falta de um documento com fotografia. Ela não conseguia fazer o pré-natal", disse o marido da adolescente, Oséias Oliveira, 27.

Segue o relato do marido: "Quando descobrimos que ela estava grávida fomos até o Posto de Saúde do bairro Santa Carmélia para fazer todos os exames que uma gestante tem direito. Ela tinha somente a segunda via da certidão de nascimento que também havia perdido. A mãe dela é alcoólatra e não conhece o pai. Então fica difícil para fazer qualquer documento com foto”.

No quarto mês da gestação E.V, conseguiu fazer o primeiro procedimento de ultrassom para saber o sexo do bebê no Posto de Saúde do Coronel Antonino.

“Era um menino, pedi para fazer o pré-natal e perguntei se o bebê estava bem. Todos os médicos diziam que teria que fazer o cartão do SUS para fazer as consultas. Explicava para todos os médicos a minha situação e ninguém agendava para fazer os exames de gestante. Tenho o número do prontuário, mas não tenho o cartão e todos se recusavam fazer o tratamento”, comenta a mãe a garota 

Ela começou a passar mal no sábado (19), e foi levada para o Posto de Sáude do Vila Almeida. Tinha vômitos constantes e foi encaminhada para a maternidade Cândido Mariano.

E.V, foi levada para dentro do centro cirúrgico. “Lembro somente que estava sendo levada para dentro do centro cirúrgico. Quando acordei os médicos disseram que meu bebê estava morto. Ligaram para o meu esposo e falaram o mesmo. Veio uma enfermeira e disse que o bebê nasceu vivo e que depois não resistiu. Não sei nem em quem acreditar”, comenta a adolescente.

O casal tinha comprado várias roupas para a chegada do bebê.

“Ficávamos lutando para fazer o pré-natal. Estava animado, ficava sonhando com quem a criança iria parecer. O sonho acabou. Está todo mundo arrasado. Tive que implorar para ver o corpo de bebe na maternidade. A cabeça dele estava roxa. Nasceu com menos de um quilo e deram somente um atestado que cita a causa da morte”, comenta o pai do bebê.

Na certidão de óbito está escrito parada cardiorespiratória devido a conseqüência de prematuridade extrema da ausência do pré-natal. 

Deixe seu Comentário

Leia Também

CIDADES
Dias Toffoli chama para conciliação com indígenas e revolta sitiantes
POLÍTICA
Deputado quer proibir sátira de imagens cristãs em manifestações de MS
COTIDIANO
Amigos lamentam falecimento de Rubens Catenacci, referência na pecuária brasileira
TURISMO
Boletim comparativo de alta temporada do ObservaturMS mostra crescimento no fluxo turístico
GERAL
MPT investiga demissão de funcionários da Mabel sem aviso prévio em MS
EDUCAÇÃO
Governo de MS divulga inscrições para Vale Universidade Indígena
MEIO AMBIENTE
Desmatamento prossegue em Rio Verde, mas com nova faixa de preservação
POLÍCIA
Traficante foge e abandona picape com mais de 800 kg de maconha
POLÍTICA
Prefeita de Miranda continua no comando até ser notificada de cassação
EMPREGOS E CONCURSOS
Prefeitura abre seletiva com 34 vagas e salários de até R$ 1,7 mil em MS