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Copa 2014: MS fornecerá produtos derivados do leite para hotéis e restaurantes

1 Mar 2011 - 10h09Por Correio do Estado

Mato Grosso do Sul terá o privilégio de fornecer leite pasteurizado, iogurte, bebida láctea, achocolatados, queijo mussarela e hortaliças para hotéis e restaurantes que hospedarem atletas, dirigentes de futebol e turistas na Copa do Mundo de 2014. Isso é fruto da união de 650 famílias de pequenos agricultores filiados à Associação Comunitária de Desenvolvimento Artístico e Cultural de Caracol (Acodecol), a 389 quilômetros de Campo Grande, no Sudoeste do Estado, fronteira brasileira com o Paraguai.


A escolha feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) tira do isolamento essas pessoas responsáveis pelo êxito de um laticínio comunitário numa cidade com 5,4 mil habitantes, cuja área de 2,9 mil Km2 abriga 40 grandes proprietários rurais e 113 pequenos e médios produtores de leite, milho, feijão, mandioca, abóbora e frutíferas.


Na pré-seleção da chamada pública do Projeto Talentos do Brasil Rural – Agricultura Familiar, em outubro do ano passado, MDS analisou o potencial de diversas associações e cooperativas nacionais, desclassificando 126, das quais, cinco em Mato Grosso do Sul, a Acodecol foi aprovada com mérito em primeira convocação. A organização do projeto é do Serviço de Apoio a Micros e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul.
O laticínio recebe diariamente cinco mil litros de leite de vacas girolanda, cruzadas e holandesas que desembarcam em sua plataforma trazidos por motos, bicicletas e no lombo do burro.


Pelo jeito, a indústria terá que triplicar brevemente esse volume, a fim de atender o restante da clientela estadual. “Temos uma marca que começa a ficar conhecida. Não podemos nos contentar somente com a Copa do Mundo”, diz a prefeita Maria Odeth Constância Leite dos Santos (PR), que confiou no projeto desde o início. “Nossa obrigação é crescer, e crescer bem, com bases sólidas e apoio político”, propõe.


O Sebrae-MS cuidará da logística de transporte e da nova rotulagem, mas a saída dessa produção para fora do município ainda preocupa: o prometido caminhão-frigorífico até agora não chegou. “Houve um problema burocrático na compra, que esperamos solucionar dentro de dois meses”, comenta o presidente da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), José Antonio Roldão, um entusiasta do projeto.


Para quem estranha o nome da entidade, a vice-presidente, Liziane Bomfim Silva, explica que ela nada tinha a ver com a produção de laticínios: “Nosso negócio era outro (leia matéria nesta página), mas entramos com o firme pensamento de que o pequeno também pode ganhar com a Copa do Mundo, colocando produtos saudáveis nas mesas dos atletas, dos empresários e do público em geral.”


Um diagnóstico feito pela Agraer prevê que o MDS vai adquirir na Copa de 2014, via Ministério do Turismo e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 70 mil litros de iogurte integral da marca Caracolac, 150 mil litros de bebida láctea, 200 mil litros de leite, 50 mil litros de achocolatados, 20 toneladas de queijo mussarela e 90 toneladas de mandioca congelada.


A Acodecol antecipou a planilha de preços ao superintendente adjunto estadual da Conab, Samuel Alves: o litro do leite pasteurizado custa R$ 1,30; o litro do iogurte com polpa de frutas, R$ 4; a bebida láctea sabor frutas, R$ 2; o litro do achocolatado, R$ 2,50; o quilo do queijo mussarela, R$ 15; o aipim (mandioca), R$ 1,50; e o maço de hortaliças, R$ 1,50. Esse volume de compras movimentará cerca de R$ 2 milhões.
Por essa razão, a prefeita Maria Odeth criou alguns incentivos. Ela pediu ao presidente da Câmara Municipal, Dilvar da Silva Leite, a aprovação de um terreno para instalar neste semestre a inspeção da vigilância sanitária e a certificação de polpas, frutas e doces; ao mesmo tempo, ofereceu horas-máquina de tratores para apoiar a mandiocultura, a fruticultura e a melhoria das pastagens.


A diretoria da Acodecol, que incentivou a Escolinha de Futebol, levando o time a disputar a 2ª divisão profissional, tem um trunfo para ampliar suas ações de marketing: o associado Lucas Pezim, ninguém mais que o meio de campo titular da seleção brasileira. Fazendeiro em Caracol, ele é sobrinho do técnico veterinário Luiz Miguel Pezim. “Ele tem meios para divulgar a associação no Brasil e no Exterior”, acredita a prefeita.

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