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Consumidores conscientes não passam de 5%

16 Ago 2011 - 09h34Por Estadão.com

Apenas 5% dos brasileiros são consumidores conscientes. O dado foi revelado durante no Encontros Estadão & Cultura, especial Planeta, que teve sua última edição ontem, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo. O tema debatido foi "Vida e Consumo Sustentável", com a presença do presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar, e da apresentadora de TV Marina Person.

Mattar, que citou números da última pesquisa realizada pelo Akatu sobre consumo consciente, no primeiro semestre, afirmou que o que diferencia os consumidores conscientes dos outros é o comportamento, e não os valores. "Os consumidores mais conscientes são aqueles que não pensam somente no benefício próprio ou imediato, mas levam em consideração a coletividade e os benefícios de longo prazo ao consumir."

A pesquisa ouviu 1.002 pessoas e dividiu os entrevistados em quatro categorias de consumidor: consciente, engajado, iniciante e indiferente. "Da nossa amostragem, 28% se enquadram nas categorias consciente e engajado. Mas apenas 5% do entrevistados podem ser chamados de consumidores conscientes", disse.

O engenheiro afirma que, para conscientizar, é preciso conectar os impactos ambientais aos impactos de consumo. "Se uma pessoa que vive em apartamento e escova os dentes três vezes por dia - a uma média de 2 minutos por escovação - resolver fechar a torneira e usar um copo d"água ao invés de água corrente, vai economizar ao longo de 70 anos 1,8 milhão de litros de água. São três quartos de uma piscina olímpica", compara.

Cotidiano. Para Marina Person, é muito complicado viver corretamente no mundo de hoje. "Eu tenho vários pequenos dilemas diários, principalmente na hora das compras e na hora de descartar o lixo. Se pego uma embalagem muito suja, que vai exigir muita água para se tornar um resíduo viável para a reciclagem, não sei se é melhor gastar essa água ou depositar o resíduo no lixo orgânico", arriscou a apresentadora.

Outra preocupação de Marina é o excesso de embalagens dos produtos. "Parece que, quanto mais caro o produto, mais embalagem ele tem, embora esse não seja um problema só dos produtos de primeira linha. Por que tenho de levar para casa uma bandeja de isopor e um pedaço de filme plástico para comprar meia dúzia de maçãs?"

Esta foi a segunda edição do Encontros Estadão & Cultura com foco em Meio Ambiente. Nos dias anteriores foram discutidos os temas "Alimentação Saudável" e "Código Florestal".

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