Menu
ITALÍNEA DOURADOS
tera, 13 de novembro de 2018
KAGIVA
Busca

Cientistas preveem tratamento eficaz para Alzheimer em 5 anos

2 Jun 2011 - 17h01Por Folha.com

Dentro de uns cinco anos haverá um tratamento eficaz para o Alzheimer, que devolveria as faculdades mentais às pessoas acometidas pela doença, afirmaram cientistas. O problema atinge um terço dos maiores de 85 anos no mundo.

"Penso que estamos quase prontos para fazê-lo [ter um tratamento eficaz], acho que em cinco ou seis anos existirá", disse o cientista japonês Kiminobu Sugaya, que participou no Panamá da "Conferência Internacional sobre Novas Descobertas do Cérebro".

Os cientistas correm contra o tempo para encontrar um tratamento para esta doença neurológica que leva à perda progressiva da memória e da linguagem, e para a qual não há cura por enquanto.

Há estudos muito avançados que demonstram que aumentando o número de células no cérebro de um paciente é possível deter o Alzheimer, explicou Sugaya, professor de neurociência da Universidade Central da Flórida, nos Estados Unidos.

Para isto, seriam necessárias células-tronco, tiradas da etapa pré-natal de uma pessoa, que teriam que ser transplantadas ao paciente caso ele tenha Alzheimer.

"Se você aumenta o número de células [no cérebro do paciente] é possível deter a doença", explicou Sugaya, que estuda o problema há quatro décadas.

O objetivo é que as células-tronco se transformem em neurônios saudáveis e substituam os doentes, algo que Sugaya disse ter testado com sucesso em ratos.

"O grande desafio na próxima etapa é ter remédios que detenham a doença e impeçam o acúmulo da toxina beta-amiloide no cérebro", disse Daniel Chain, presidente da empresa americana Intellect Neurosciences Inc., dedicada ao estudo do Alzheimer.

A beta-amiloide é uma proteína que se acumula no cérebro dos doentes de Alzheimer, criando uma espécie de emaranhado que dificulta a comunicação entre as células, explicou.

"Penso que dentro de cinco anos haverá remédios no mercado para reverter o Alzheimer", disse Chain, explicando que eles não só deteriam o avanço da doença, como também poderiam restaurar os danos no cérebro do paciente.

"Nenhum dos fármacos que estão disponíveis hoje no mercado são eficazes contra a doença", acrescentou o especialista americano.

Os medicamentos "são administrados [ao paciente] para melhorar sua vida diária, mas não estão fazendo nada no cérebro para retardar o avanço da doença", reforçou a cientista panamenha Gabrielle Britton.

"O maior desafio agora é poder identificar um biomarcador [uma proteína ou um gene] que nos permita dizer, 'esta pessoa vai ter Alzheimer', para lidar com a doença desde cedo", acrescentou Britton, pesquisadora do Centro de Neurociências do Panamá.

Os especialistas asseguram que o Alzheimer têm um componente genético em 10% dos casos.

Segundo afirmou Britton, metade dos maiores de 85 anos no mundo sofrem de algum tipo de demência, e a mais comum entre elas é o Alzheimer.

A doença deve seu nome ao psiquiatra e neurologista alemão Alois Alzheimer (1864-1915), que no começo do século 20 identificou seus sintomas e a degeneração que causa no cérebro.

Deixe seu Comentário

Leia Também

AÇÕES DO GOVENO DO MS
A pedido de Reinaldo, recuperação da principal ferrovia de MS será prioridade de Bolsonaro
CIDADES
Operação contra tráfico de drogas em escolas prende cinco em MS
GERAL
Detran-MS retoma atendimento ao público através do Call Center
EDUCAÇÃO
Abertas as inscrições para o Curso Normal Médio Intercultural Indígena Povos do Pantanal
BONITO - MS - PONTO FACULTATIVO
Prefeitura terá ponto facultativo nesta sexta-feira (16) em Bonito (MS)
CIDADES
Após 10 anos, mulher ganha direito de ter sobrenome de 2 mães já falecidas
ALERTA
Imunização contra febre amarela deve ser feita de forma antecipada
OPERAÇÕES DA PF NO ESTADO
De quarta a domingo, PRF reforça fiscalização nas rodovias do Estado
EDUCAÇÃO
MS terá Centro Nacional de Mídias para implantação do Novo Ensino Médio
CIDADES
Vencedores do XIII Prêmio de Gestão Pública serão conhecidos no dia 19