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AGÊNCIA BONITO THIAGO

Cientistas encontram quatro espécies de insetos extintos fossilizados no Peru

18 Jul 2011 - 15h31Por Estadão.com

Cientistas peruanos descobriram quatro espécies de insetos e uma de aranha, todos elas extintas, fossilizadas em peças de âmbar de 20 milhões de anos, informou nesta quinta-feira à Agência Efe o paleontólogo Klaus Hönninger, que lidera o estudo.

As cinco espécies desaparecidas foram descobertas em abril passado pelo próprio Hönninger, diretor do museu Meyer Hönninger, em uma rica jazida às margens do rio Santiago, no departamento do Amazonas.

O pesquisador destacou que, na jazida, pertencente ao período Mioceno, foram encontradas 360 peças de âmbar, em cinco das quais estavam as espécies extintas.

Hönninger ressaltou que a descoberta permitirá determinar como viviam esses animais 20 milhões de anos atrás, bem como reconstruir o habitat dessa região amazônica da época. "Vamos poder compreender como era o Amazonas".

Segundo ele, todas as espécies compartilham a característica de terem longas extremidades, uma possível evidência da adaptação ao meio em que viviam.

Para Hönninger, a espécie mais estranha presa no âmbar é uma aranha de 2 milímetros de comprimento, com patas que triplicam o tamanho de seu corpo.

Ele destaca, além disso, uma vespa de 3 milímetros de comprimento sem ferrão, com seis patas e duas antenas com as mesmas dimensões que o corpo, um grande tamanho em comparação às antenas de seus parentes atuais.

A vespa, que ficou presa no âmbar quando devorava outro inseto, tem a peculiaridade de ter um aparelho reprodutor situado em uma pequena cavidade entre o tórax e o abdômen, enquanto as atuais o possuem na parte traseira.

Outra das peças de âmbar contém uma espécie similar a uma mosca, de 2 milímetros de comprimento, que, ao contrário das atuais, apresenta patas muito longas e quatro asas muito bem definidas (as moscas atuais têm apenas duas asas).

Os cientistas acharam também uma "cigarra" com indícios de formação de asas e uma espécie primitiva de mosquito, em tão bom estado de conversação que é possível até observar seus olhos.

Por enquanto, os pesquisadores conseguiram detectar apenas essas cinco espécies extintas, mas Hönninger ressaltou que "ainda resta muito para revisar".

Em agosto, um grupo de cientistas austríacos visitará o museu para estudar os animais e ajudar a avançar nas pesquisas, pois os especialistas peruanos dispõem de baixo orçamento para isso, lamentou Hönninger.

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