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Cesta básica familiar apresenta recuo de 1,12%

6 Jul 2011 - 12h14Por Correio do Estado

O custo da Cesta Básica Alimentar Familiar, composta por um painel fixo de produtos, que deve preencher as necessidades para higiene, limpeza e alimentação de uma família registrou queda de 1,12% no mês de junho. Os dados são da pesquisa mensal da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, do Planejamento, e da Ciência e Tecnologia (Semad).

São pesquisados 32 produtos de alimentação, 05 produtos de higiene pessoal e 07 produtos de limpeza doméstica, selecionados através de hábitos de consumo e suas respectivas quantidades, essenciais à sobrevivência adequada.

No mês de junho, o custo da Cesta Básica Familiar registrou a importância de R$ 1.092,59. No levantamento anterior, foi de R$ 1.105,01. Quanto à variação acumulada nos últimos doze meses registrou alta de 8,91% e no ano 5,07%.

Dentre os 44 produtos pesquisados que compõem a Cesta Familiar, 20 apresentaram alta, 21 apresentaram queda de preço, e 03 produtos registraram preço inalterado.

No grupo Alimentação (32 produtos), a pesquisa constatou a queda de 1,25% com os principais produtos em queda: laranja 17,10%; cenoura 17,04%; batata 10,74%; alface 8,29%; mamão 6,50%; açúcar 4,60%; óleo 3,27%; fubá 2,95%; couve 2,70%; café 2,07%; ovos 1,87%; banana 1,47%; carne 1,16% e sal 0,93%. Os produtos em alta foram: tomate 14,71%; alho 6,99%; feijão 5,43%; abobrinha 5,31%; cebola 4,09%; pão 3,11%; margarina 2,50% e queijo 2,49%. Os produtos que não registraram alteração de preços foram: doces, farinha de trigo e peixe.

Bons fatores climáticos no período contribuíram para a produtividade das lavouras de cenoura 17,04% e alface 8,29% registrando queda de preço.

Com o aumento da área plantada do mamão o volume desta safra foi maior, assinalando queda de preço 6,50%.

O alho 6,99% e a abobrinha 5,31% encontram-se no período de entressafra com menores estoques no mercado nacional elevando seus preços.

O Grupo Higiene Pessoal (05 produtos) registrou uma variação positiva de 0,87%. Os produtos que colaboraram para esta alta foram: lâmina de barbear 1,82%; sabonete 1,49%, dentifrício 1,43% e papel higiênico 0,95%. O produto que reduziu de preço foi: absorvente 1,10%.

Grupo Limpeza Doméstica (07 produtos) assinalou uma alta de 0,42%, destacando os seguintes produtos: esponja de (aço) 2,96%, cera em pasta 1,56% e sabão em barra 1,37%. Os produtos que registraram queda foram: detergente 2,06%, desinfetante 0,92%, água sanitária 0,60% e sabão (pó) 0,59%.


Individual
 Já a cesta individual em Campo Grande registrou em junho um decréscimo de 2,48% em relação ao mês anterior. A pesquisa realizada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, do Planejamento, e da Ciência e Tecnologia revela que o custo ficou em R$ 250,54, enquanto em maio foi de R$ 256,92.

O levantamento mostra que dos 15 produtos que compõem a Cesta Básica Alimentar, oito registraram queda: laranja, 17,09%; batata, 10,77%; alface, 8,30%; açúcar, 4,53%; óleo, 3,27%; banana, 1,45%; carne, 1,16%; e arroz, 0,81%. Os produtos que acusaram alta de preço foram: tomate, 14,76%; feijão, 5,48%; pão, 3,15%; margarina, 2,43 %; leite, 0,54%; e macarrão, 0,54%. O sal manteve seu preço inalterado.

Análise

Com o aumento do volume no mercado interno da oferta da laranja devido à boa safra paulista, foi registrada queda de preço de 17,09%. As regiões produtoras de batata estão no período de colheita, com volume elevado diminuindo seu preço no equivalente a 10,77%.

O clima desfavorável para as lavouras de tomate ocasionou perda de produção o que elevou o preço 14,76%. Devido ao estoque menor do feijão no mercado nacional no período pesquisado, houve aumentou de preço de 5,48% em relação ao mês anterior.

Semestre

As variações acumuladas registraram percentuais positivos. Nos últimos 12 meses, o acréscimo equivale a 1,46%; e neste ano, a 4,85%.

Nos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores quedas foram: feijão, arroz, laranja, banana e carne. As maiores altas ficaram por conta do tomate, alface, batata, margarina e macarrão.

Quanto à renda mensal, a pesquisa constatou que o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 545,00 precisou comprometer 45,97% do seu salário em junho para aquisição da Cesta Alimentar; esse comprometimento representava no mês anterior 47,14%.

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