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4 de Abril de 2011 12h47

Brasileiro reduz ritmo de compras, mas nível de consumo ainda é alto

Agência Brasil

O movimento de vendas nas lojas do comércio varejista de todo o país continua em alta, no entanto, a velocidade desse crescimento está diminuindo, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. De janeiro a março, o volume aumentou 8,5% sobre igual período do ano passado, o que representa um decréscimo, já que no primeiro trimestre de 2010 o índice chegou a 10,3%.

Isoladamente, o mês de março apresentou o menor volume de vendas desde julho de 2009, com crescimento de 5,5%, abaixo das variações registradas nos dois meses anteriores: janeiro (9,8%) e fevereiro (10,4%). O resultado reflete, basicamente, o desempenho mais fraco em dois segmentos: veículos, motos e peças, com queda de 9,4%, na comparação entre março deste ano e igual mês do ano passado e de 1,6%, no trimestre; e vestuário, calçados e acessórios, cujas vendas diminuíram 3,5%, no mês passado, e 1%, de janeiro a março.

Os demais segmentos apresentaram vendas aquecidas, com destaque para material de construção, com aumento de 14,1%, no trimestre, em relação a igual período do ano passado. Apesar de o índice ser menor do que no período de janeiro a março de 2010 (16%), o consumo mantém-se em alta. Em março, as vendas cresceram 10,8% ante o mesmo mês do ano passado.

A segunda maior expansão dos negócios, de janeiro a março, foi constatada no setor de móveis, eletroeletrônicos e informática, em que as vendas cresceram 8,9%, seguido pela áreas de combustíveis e lubrificantes (6,1%) e supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (4,2%).

Para o gerente de Pesquisa de Mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi, o desempenho do primeiro trimestre “sinaliza um crescimento mais brando, reforçando a tese que vinha sendo defendida de que haveria desaquecimento”. Segundo ele, ainda não é possível afirmar se essa redução no ritmo do consumo será suficiente para garantir que o país atingirá o centro da meta de uma inflação de 4,5% este ano.

Na avaliação do economista, o cenário de março para a inflação “ainda não é confortável”, embora ele reconheça a existência de vários fatores sazonais que estão exercendo pressão sobre a média de preços. Entre eles estão as chuvas, que prejudicaram o plantio agrícola, afetando as cotações dos alimentos.

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