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Brasil retoma parceria com a Ucrânia para lançar satélites

26 Set 2011 - 14h47Por Bonito Informa/Folha.com

O Brasil resolveu tirar da geladeira a Alcântara Cyclone Space, empresa criada com a Ucrânia para lançar satélites comerciais a partir da base de Alcântara (MA).

O governo deve liberar no mês que vem R$ 50 milhões para a capitalização da empresa. A AEB (Agência Espacial Brasileira) já pediu mais R$ 111 milhões para este ano.

A verba havia sido sustada pelo Brasil no início do ano. Como a Ucrânia, arrasada pela crise econômica, ainda não dera contrapartida no capital da empresa, o país condicionou novos pagamentos a um aporte do sócio europeu.

E o aporte foi anunciado: até o dia 10, o governo ucraniano prometeu injetar US$ 180 milhões (R$ 320 milhões) na ACS. "Isso vira o jogo", disse ao jornal Folha de São Paulo o presidente da AEB, Marco Antonio Raupp.

O objetivo inicial da agência de lançar um foguete ucraniano Cyclone-4 em 2012 não será atingido. Raupp diz que o lançamento inaugural pode ser feito em 2013. "É só uma questão financeira."

O Brasil já pôs R$ 219 milhões na empreitada, que tem custo estimado em R$ 1 bilhão para criar um sítio de lançamento do Cyclone dentro da base de Alcântara.

Além de dinheiro, a ACS vai ganhar um novo diretor. O ministro Aloizio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação) nomeou para a parte brasileira da empresa o brigadeiro Reginaldo dos Santos, reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).

Mercadante justificou a escolha pelo perfil técnico do brigadeiro. "É o aluno que teve as melhores notas na história do ITA." Mas o convite sinaliza sobretudo uma aproximação com a Aeronáutica, que nunca engoliu a ACS.

COMPETIÇÃO

Os militares veem no projeto com a Ucrânia uma dupla intromissão: primeiro, o Cyclone competia com o programa VLS, da Aeronáutica, para produzir um lançador de satélites nacional.

A ACS foi criada pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, vice-presidente do PSB. Como o ministério esteve nas mãos do partido durante o governo Lula, Amaral -que dirigiu a parte brasileira até ser demitido por Mercadante, em março- trabalhou para direcionar o programa espacial em favor da empresa.

A segunda intromissão foi ver o sítio de lançamento do Cyclone ser construído na base de Alcântara, depois que a ACS perdeu a disputa com quilombolas para erguê-lo em uma área vizinha à base.

A ACS também enfrenta oposição do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que quer ver o gasto com a empresa aplicado em seu programa de satélites.

Seu diretor, Gilberto Câmara, diz que a empresa não terá sucesso no mercado de lançamentos de satélite, porque o Brasil não tem um acordo de proteção de tecnologia com os EUA. Quase todos os satélites têm peças americanas e não podem ser lançados de países sem o acordo.

A volta da ACS foi um dos motivos que levaram Câmara a pedir para sair do cargo no fim de 2011, dois anos antes do fim de seu mandato.

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