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Brasil pode produzir mais carne bovina a partir de novas tecnologias

8 Set 2011 - 10h46Por Canal do Produtor/RW

O diretor-executivo da Bigma Consultoria, Maurício Palma Nogueira, apresentou na segunda-feira, 5 de setembro, em São Paulo, estimativas que apontam que a demanda mundial por carne bovina deve crescer do volume atual de 64 milhões de toneladas para 73 milhões de toneladas em 2020.

Durante o painel “Pecuária de Baixo Carbono: um novo paradigma produtivo para o Brasil”, realizado durante o FEED 2011, organizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o presidente do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira, afirmou que o Brasil tem condições de produzir mais, de forma sustentável, para atender à demanda adicional prevista para os próximos anos.

Segundo o representante da Bigma Consultoria, o Brasil tem 202 milhões de cabeças que produzem 9 milhões de toneladas de carne.

Os Estados Unidos têm rebanho de 97 milhões de cabeças e produzem 2 milhões de toneladas de carcaças de carne bovina.

“Do ponto de vista zootécnico, nós temos que melhorar muito, considerando aspectos como nutrição, sanidade e qualidade do animal”, afirmou.

Para Antenor Nogueira, diferentes sistemas de engorda, inclusive com o uso de aditivos, permitem que os americanos produzam mais na comparação com o Brasil. “Se tivéssemos as mesmas condições, teríamos condições de produzir mais. A produção brasileira é muito competitiva”, afirmou.

Nogueira lembrou que, no Brasil, os animais são abatidos com peso médio de 18 arrobas. Nos Estados Unidos, os animais vão para o frigorífico com 22 ou 23 arrobas.

O professor do Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), Dante Pazzanese, acrescentou que, na Europa, os animais são abatidos com 22 arrobas, peso que é impossível de ser atingido em países como o Brasil, que criam o animal no sistema a pasto.

Palma Nogueira também avaliou que a produção brasileira pode crescer em função da adoção de tecnologias voltadas para a pecuária de corte.

Essa não é, segundo ele, uma realidade para outros países, como os da África.

“Pode haver crescimento na China, mas eles consomem tudo o que produzem”, afirmou. O gerente de sustentabilidade da divisão de bovinos do Marfrig, Mathias Almeida, lembrou que a sustentabilidade é uma preocupação também das indústrias.

No caso do Marfrig, o reuso de água e o aproveitamento de resíduos são duas práticas constantes.

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