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Bovespa fecha em queda de 5,72%, a maior desde 2008

5 Ago 2011 - 08h17Por Folha.com

 A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) terminou a quinta-feira com a maior queda desde novembro de 2008, derrubada pelo temor dos investidores sobre uma nova onda de problemas na economia global, principalmente EUA e Europa.

O Ibovespa, o termômetro dos negócios da Bolsa paulista, caiu 5,72%, atingindo os 52.811 pontos. Além da maior desvalorização em quase três anos, a Bolsa atingiu a menor pontuação desde julho de 2009. O giro financeiro foi de R$ 9,64 bilhões.

Nos Estados Unidos, o mercado teve seu pior dia desde o início de 2009. O Dow Jones caiu 4,31%, enquanto o Nasdaq fechou em baixa de 5,07%. No ano, o Dow tem agora queda de 1,67% no ano, de acordo com dados dos índices Dow Jones.

O dólar comercial foi negociado por R$ 1,581, em alta de 1,15% no dia.

"Em momentos de queda na Bolsa, é muito comum que a gente tenha um dia de pânico generalizado, e a gente acredita que isso claramente foi o que aconteceu hoje", disse Alexandra Almawi, economista da Lerosa Investimentos.

O mercado teme que os Estados Unidos entrem em uma nova recessão econômica e que os problemas de dívida da Europa não estejam sequer perto de serem resolvidos.

As preocupações derrubaram os preços das commodities no exterior, fazendo com que as maiores queda da Bolsa hoje ocorressem em ações de empresas do setor, como Vale, Petrobras e OGX.

Nos EUA, um relatório do Departamento do Trabalho apontou que o número de pessoas que se inscreveu para receber o auxílio-desemprego pela primeira vez chegou a 400 mil na semana passada, praticamente estável em relação à semana anterior.

O dado foi o último a se somar a outros sinais de desaceleração americana que fizeram as Bolsas caírem ao longo da semana: uma queda no consumo das famílias, uma redução no ritmo de alta no setor manufatureiro e o fraco crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre.

"Muitos índices nos Estados Unidos saíram muito fracos nessa semana, mostrando que a economia estão muito ruim. Isso pesou para um pessimismo generalizado, principalmente porque ninguém sabe quem vai comandar esse recuperação", diz Almawi.

Ela explica que, em momentos de baixo crescimento econômico, é necessário que o governo aumente seus gastos e reduza impostos para estimular a economia --como aconteceu durante a crise de 2008. Agora, porém, devido aos problemas de endividamento, os EUA precisam cortar gastos.

O projeto aprovado na terça-feira para elevar o teto da dívida prevê cortes de despesas de mais de US$ 1 trilhão nos próximos anos.

Na Europa, aumentam os temores de que Itália e Espanha entrem para o grupo de países que precisam de ajuda financeira para superar seus problemas de envididamento. O BCE (Banco Central Europeu) sinalizou que está comprando títulos governamentais em resposta à crise da dívida em países da região. A Bolsa de Londres caiu 3,42%; Frankfurt teve queda de 3,40%.

Nesse sentido, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, deixou subentendido que deve retomar o programa de compra de títulos e afirmou que a instituição vai voltar a injetar liquidez nos mercados a partir do próximo dia 9, quando emprestará recursos aos bancos em operação extraordinária.

Analistas destacam que mesmo que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) utilize todos os recursos de que dispõe para apoiar os dois países, só poderá gastar no máximo 340 bilhões de euros, volume insuficiente para socorrer a terceira e a quarta economias europeia.

No Japão, o governo interveio no mercado de câmbio para reduzir os recentes ganhos do iene.

PISO

A nova queda da Bovespa hoje levou o índice a romper mais um patamar considerado "piso" para os analistas: os 53 mil pontos. "Está com toda a cara de que agora vai a 48 mil pontos, é o próximo piso do mercado", afirma Gilberto Coelho, analista técnico da XP Investimentos.

Para Carlos Augusto Nielebock, operador de Bolsa da Icap Brasil, ainda há mais um patamar a ser rompido antes disso, os 50 mil pontos. "O primeiro piso que o mercado tinha era de 55 mil pontos para o Ibovespa. Mas o mercado lá fora não parou de cair, e não adianta acreditar que aqui parou se lá fora continuar caindo."

Coelho afirma que é até possível que haja dias de alta na Bolsa nas próximas semanas, mas elas não serão sustentáveis. "Pode ter um repique, porque as pessoas estão achando muito barato e veem uma oportunidade de comprar, mas nada de longo prazo. A Bolsa só vai subir quando tiver uma sinalização de que as coisas estão mais calmas no exterior."

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