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FESTIVAL DE INVERNO DE BONITO - HOMENAGENS

Bonitenses serão homenageados por contribuírem para a cultura do Estado durante Festival de Inverno

Bonitenses serão homenageados por contribuírem para a cultura do Estado durante Festival de Inverno

2 Jul 2019 - 16h43Por Karina Medeiros / Subcom

A 20º edição do Festival de Inverno de Bonito vai homenagear cinco personalidades que muito fizeram pela cultura sul-mato-grossense: a artista plástica Celair Ramos Peralta, a Buga, o músico Castelo, o artista plástico Isaac de Oliveira, a incentivadora da arte sul-mato-grossense Idara Duncan e o contador de histórias Elinor Nolasco Falcão (Noi).

Celair Ramos Peralta, a Buga, renomada artista bonitense, nasceu em 21 de setembro de 1967 na aldeia Tomásia, reserva indígena Kadiweu, na região da Serra da Bodoquena. Possui formação em magistério, mas nunca exerceu a profissão de educadora e tomou paixão pela arte desde cedo, sendo autoditata.

Sua casa foi seu primeiro ateliê. Como já dominava a arte do corte e costura, decidiu começar por ali, produzindo para recepções e quartos de pousadas e hotéis que buscavam um charme diferente para seus ambientes. Seu trabalho se baseava em cortinas, capas de travesseiros e almofadas feitas de combinações de tecidos, crochê, tricô, apliques de retalhos e estamparia.

Em 2001, numa parceria, abriu um espaço maior para as produções, o ateliê Brazil Bonito. Lá aconteceu a primeira oficina de criação de núcleo teatral e foi uma oportunidade para Buga, que se envolveu com a produção de figurinos e cenários.

Em 2005 começa a utilizar o barro como matéria-prima, e em 2012 conquistou o forno industrial para cozer a cerâmica; antes disso realizava a queima em seu fogão a lenha.

Em 2007 foi convidada pra expor no museu de arte contemporânea (Marco) em comemoração ao aniversário de 30 anos do Estado de Mato Grosso do Sul. Nessa ocasião conquistou outros admiradores além dos limites bonitenses.

Participou de todas as edições do Festival de Inverno de Bonito com exposição de suas peças e atualmente continua sua produção, sempre inspirada na natureza e cultura da região.

Antonio Rodrigues de Queiróz, o Castelo, nasceu em 12 de maio de 1951 na cidade de Três Lagoas, MS. Iniciou sua jornada musical nos anos de 1964 e 1965. Nessa mesma época, formou dupla com Durvalino de Souza. Em seguida, a convite de seu irmão Alex, formaram o Trio Serenata (Alex, Queiróz e Cidinho Castelo), de onde surgiu a primeira gravação em disco vinil. Daí em diante, surgiram os convites de gravadoras renomadas, entre elas: Chantecler; RGE; Emi Odeon e outras. Formou a dupla Castelo & Mannsão – “A Dupla Que Canta Assobiando e Assobia Cantando”, que ficou sendo conhecida no Brasil inteiro devido ao grande sucesso da composição de sua autoria: “Garça Branca”.

Participou dos programas realizados pela TV Cultura de SP (Viola, Minha Viola), dos saudosos Moraes Sarmento e Inezita Barroso. Foram vários shows pelo Brasil e exterior.  Atualmente Castelo soma em seu arquivo musical 46 álbuns gravados (Vinis, CDs e DVDs). Após o grande sucesso da festa dos 50 anos de estrada, Castelo está gravando seu mais recente CD intitulado David Júnior & Castelo “Almas Chamamezeiras”, que será lançado em agosto. E ainda neste ano (2019), para dar continuidade ao seu trabalho musical, também grava em estúdio um novo álbum em parceria com Marozane. ex-integrante do Grupo “Originais da Fronteira”.

José Isaac de Oliveira, mais conhecido como Isaac de Oliveira, nascido em Itajuípe, distrito de Ilhéus, na Bahia em 1953, publicitário, desenhista, pintor, cursou Belas Artes na Escola de Campinas de Belas Artes. Nos anos 60, vai com a família para Campinas, onde passa infância, adolescência e juventude. Em 1972 passou a viver e trabalhar na cidade de São Paulo.

Paralelo à sua profissão de publicitário, realiza uma série de trabalhos artísticos e de ilustração, frequentando ambientes culturais da época e conhecendo artistas do cenário paulista.

Em 1978 muda-­se para Campo Grande e funda uma agência de publicidade. É no Estado recém iniciado que sua carreira como artista plástico definitivamente se estrutura. Passa a dedicar­se à pintura mais intensamente.

Inicialmente desenvolve trabalhos com figuras humanas, monocromáticas, com tons degradê, representando sua infância e adolescência, mas já se visualizava pássaros e figuras característicos de sua temática atual. A influência regional é presente em sua obra quando em 1984, inicia uma série de índios e animais da região e posteriormente índios do Brasil.

A participação e a permanência da arte de Isaac de Oliveira no universo artístico de Mato Grosso do Sul o identifica como um artista representativo da cultura local. Suas obras transmitem o universo simbólico da região, possibilitando um conhecimento mais aprofundado sobre a cultura e o meio ambiente natural. O reconhecimento imediato de seu estilo identificado no movimento das cores, desperta no espectador o desejo de proteção das araras, tucanos, periquitos ou o prazer de pegar uma flor de ipê antes de cair no solo e se transformar em tapetes multicoloridos.

A grande incentivadora da arte de Mato Grosso do Sul que integrou o Conselho Estadual de Cultura de MS ao longo de 16 anos e foi vice-presidente do Fórum Nacional de Secretários de Cultura, Idara Negreiros Duncan Rodrigues, nasceu no Rio de Janeiro, em Ipanema, e reside em MS desde 1961. É bacharel em Letras pela UCDB e possui especialização em Língua Portuguesa pela Fundação Educacional Severino Sombra. Professora pela Rede Estadual de Ensino, foi presidente da Fundação de Cultura de MS entre 1985 e 1987, primeira presidente da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Campo Grande entre 1988 e 1990 e secretária de Estado de Cultura e Esportes de MS entre 1995 e 1998.

É coautora do livro “Memória da Arte em Mato Grosso do Sul” e do vídeo homônimo produzido em 1993. Com as escritoras Maria da Glória Sá Rosa e Maria Adélia Menegazzo, participou do livro “Personalidades”, editado na série “Campo Grande” em 2007. Coautora de mais dois livros, “As Artes Plásticas de Mato Grosso do Sul”, com Maria da Glória Sá Rosa e Yara Penteado em 2009, e a obra literária “Música de Mato Grosso do Sul”, em parceria com Maria da Glória Sá Rosa em 2009.

Integrou o Conselho Estadual de Cultura de MS ao longo de 16 anos e foi vice-presidente do Fórum Nacional de Secretários de Cultura. Criou o MIS e a Lei Estadual de Incentivos Fiscais à Cultura, em 1998; trabalhou no Conselho Estadual de Educação e como professora na Unaes. Integra o Instituto Histórico e Geográfico de MS (HIG-MS), e é considerada diplomata cultural de MS.

A homenageada foi a idealizadora do MIS e considerada a “mãe biológica” do museu. Idara lutou por dois anos para a implantação do museu na época em que era secretária de Cultura, quando finalmente o MIS foi oficialmente criado em 9 de dezembro de 1997, por meio da Lei n. 1793. A inauguração se deu em 28 de dezembro do ano seguinte, e a primeira sede foi no subsolo do Palácio Popular da Cultura.

Elinor Nolasco Falcão (Noi) era filho do poeta, escritor e historiador de Bonito, Theodorico de Góes Falcão, o “Seu Biju”. Nasceu em Bonito em 19 de maio de 1959, pouco tempo depois de a fazenda Rincão Bonito se tornar o então município de Bonito.Um momento importante foi quando seu pai segurou a bandeira para Bonito se tornar município, em 2 de outubro de 1948.

Elinor herdou do pai o gosto pelas artes, letras e história, sendo reconhecido pelos moradores da cidade como um grande contador de histórias. Noi sempre esteve ao lado de seu pai, registrando os muitos feitos da cidade de Bonito.

Seu avô, Luiz da Costa Leite Falcão, foi um dos fundadores de Bonito, e Noi carregou esta grande bagagem histórica consigo, contribuindo com as escolas do município, do Estado de Mato Grosso do Sul, com o trabalho de universidades, pesquisadores e jornalistas. Pessoas de várias partes do país os procurava para ouvir as memórias de Bonito, a história de sua família Nolasco, Falcão.

Elinor era servidor da área da saúde no município de Bonito, faleceu em 30 de maio deste ano. Foi escolhido pela sociedade bonitense para ser um dos homenageados da XX edição do Festival de Inverno de Bonito, que acontece de 25 a 28 de julho de 2019.

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