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Brasil - Geral

Bancos planejam acabar com portas giratórias

9 Fev 2012 - 16h15

As portas com detectores de metal das agências bancárias de todo o Brasil começaram ser retiradas. A iniciativa é dos próprios bancos, mas pode acontecer somente em lugares que não tenham lei de proibição. Em Campo Grande, existe a intenção, porém o Sindicato dos Bancários é contra. Na cidade, existe uma lei municipal que ampara a permanência do acesso.

Os bancos alegam que a retirada se deve ao grande número de processos judiciais por danos morais. Os processos foram movidos por clientes constrangidos diante de dificuldades de acesso às agências após o travamento das portas.

Inicialmente, os bancos que anunciaram a mudança foram Itaú e Bradesco.

Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Iaci Azamor Torres, a classe é totalmente contra a retirada das portas giratórias. "Há inversão da lógica nisso, é preciso conscientizar as pessoas sobre a importância deste dispositivo de segurança, para que não aconteçam tantos casos de constrangimentos e não retirá-las", aponta.

Ainda, conforme Iaci, a medida colaca em risco a segurança dos bancários e dos clientes. Ela também falou que vai entrar em contato com parlamentares municipais e estaduais e buscar uma forma de manter o item de segurança nas agências.

O diretor do mesmo sindicato, José dos Santos Brito, comentou que existem agências em Campo Grande que estão sendo reformadas e as portas giratórias estão sendo retiradas. O sindicato não concorda e pretende lutar para fazer valer a lei municipal. “Esse item de segurança é muito necessário. Se for retirado, o número de crimes em bancos vai aumentar. Principalmente agora que foi proibido uso de celulares em agências”, protesta.

Sobre a proibição do uso de aparelho celular ele se refere à lei estadual que entrou em vigor em novembro do ano passado. 

Na capital existe uma lei municipal, de número 3343, sancionada em 04 de agosto de 1997, que diz: "ficam obrigadas as instituições financeiras sediadas no município de Campo Grande/MS a instalarem em suas agências dispositivos de segurança nas portas de acesso público".

Conforme o texto "onão cumprimento do dispositivo desta Lei, acarretará aplicação de multa de 200 UFIRs, o que será lançado em dobro no caso de reincidência"

Contudo, Iaci esclarece que dispositivo de segurança também pode ser entendido por pessoas fazendo a segurança do banco, assim as agências ficam liberadas para retirar as portas giratórias.

Decisão divide opiniões

O aposentado Valdir Rodrigues, 80 anos, acredita que as portas giratórias devem ser retiradas. Para ele, a medida vai facilitar o acesso ao banco. “A gente trava e se aborrece”, comenta. Ainda de acordo com o idoso, a medida não deve afetar a segurança dos bancos. “Com porta ou sem porta dá na mesma. Não muda nada”, diz.

Nemias Pereira, 25 anos, auxiliar da construção civil, gosta da ideia. Ele também defende o acesso mais rápido às agências e acredita que a retirada das portas não atrapalha a segurança. “O banco já tem homens que cuidam dos locais. A porta só atrapalha”, opina.

Já Maria Oliveira Josias, 50 anos, do lar, e sua filha, Mayara Lopes de Sousa, 26 anos, acreditam que a decisão pode dificultar afetar na segurança. “Facilita o acesso é verdade, mas o problema são os bandidos, complica. Como os metais serão detectados?”, argumenta.

“Se não tiver a porta as agências vão ficar mais inseguras. Não sei se é bom”, pensativa relata Mayara.

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