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Baía dos Porcos: 50 anos depois documentos revelam trapalhadas dos EUA

17 Ago 2011 - 14h31Por O Globo

Novos documentos liberados pela Justiça dos EUA nesta segunda-feira mostram 50 anos depois como a invasão da Baía dos Porcos, promovida por cubanos anti-Fidel Castro e pela CIA em abril de 1961, foi no mínimo desastrosa. A operação foi uma tentativa frustrada do governo John F. Kennedy de invadir o sul de Cuba para derrubar o governo socialista e assassinar Fidel.

Os registros mostram como as forças americanas acidentalmente atiraram contra seus próprios aviões. Os bombardeiros B-26s foram desenvolvidos especialmente para parecerem com aeronaves cubanas. Mas a cópia ficou tão semelhante que as próprias forças da CIA se confundiram e derrubaram seus compatriotas.

Parte dos cinco volumes do registro mostra que o principal operador da CIA na operação, Grayston Lynch, que estava encarregado pelas armas a bordo de uma embarcação na costa de Cuba, foi quem ordenou o abate. Segundo ele, havia uma ordem para as aeronaves permanecerem longe de onde ele estava, pois não havia como distingui-los dos cubanos. Como os aviões não respeitaram o pedido, alguns foram atacados.

- Disparamos contra dois ou três, porque só víamos uma silhueta. Nossos aviões foram um pouco intrometidos. Eles chegaram perto para dar uma olhada na ação - afirmou Lynch.

Ainda nos documentos, dois pilotos da força americana contam que a utilização de napalm - um conjunto de líquidos inflamáveis utilizado como incendiário - e de bombardeios aleatórios contra as tropas de Fidel deixaram o comboio invasor "completamente confuso".

Para a tentativa de invasão, a CIA havia treinado cerca de 1.300 cubanos exilados como soldados. O desastre da operação foi tamanho que se tornou um exemplo em estudos de ações militares nos EUA do que "não se deve fazer".

O plano foi lançado menos de três meses depois de John F. Kennedy ter assumido a presidência dos EUA e ter promovido mudanças no Departamento de Estado americano. A ação contou com o apoio do presidente, mas foi criticada pelo secretário de Estado, Dean Acheson, que não acreditava pessoalmente em uma vitória dos EUA.

Cerca de 300 cubanos de oposição a Fidel morreram na ação. Para piorar os resultados da operação, a maioria dos insurgentes cubanos foi capturada e presa pelo governo de Cuba.

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