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Bonito, 18 de Novembro de 2017
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15 de Julho de 2017 12h33

Artista vai realizar escultura ao vivo em homenagem à Retirada da Laguna no 18º FIB

DA REDAÇÃO

O artista visual Adilson Schieffer vai realizar, durante o Festival de Inverno de Bonito 2017, uma escultura ao vivo em homenagem à Retirada da Laguna, episódio da Guerra do Paraguai. Adilson vai começar o trabalho na quinta-feira, dia 27, a partir das nove horas, e vai trabalhar até as 17 horas, durante todos os dias de duração do FIB, na Praça da Liberdade.

Para fazer o trabalho, o artista baseia-se em fatos históricos relatados principalmente no livro A Retirada da Laguna, de Visconde de Taunay, e também em informações pesquisadas na internet. “A obra vai ser sobre a história da Retirada da Laguna, seus acontecimentos finais. Estou desenhando a história em monolítico, na pedra fundamental. Vai ser uma história contada em imagens em alto-relevo dentro da minha percepção artística dos fatos”.

Adilson está realizando os trabalhos iniciais na pedra de cimento de resina. “Vou levar a pedra a Bonito de caminhão, vou levar a parte estrutural pronta, mas o desenho vou fazer ao vivo. Seria um trabalho de 15 dias, que vou fazer em três. A pedra possui 3m10 por 1m10 e 2m40 de altura. No total a obra completa vai ter 14 metros quadrados, mais um suporte de um metro. É uma homenagem aos heróis da Retirada da Laguna, aos que morreram e aos que sobreviveram”.

O artista explica que a proposta surgiu quando o secretário de Cultura, Athayde Nery, sugeriu a realização da escultura ao vivo. “A gente já tinha uma proposta para entregar a obra pronta, mas daí o secretário de Cultura, que tem uma paixão pela nossa história, pela guerra, me perguntou se eu queria encarar o desafio de fazer ao vivo. Eu aceitei. Estou feliz pelo convite, fazer ao vivo é um desafio legal, estou muito honrado com isso”.

Adilson Schieffer Martinez nasceu em São Manuel, SP, e reside em Campo Grande, MS, desde 1983. Formado em Arte Educação, cursou Arqueologia, foi cenógrafo da TV educativa por sete anos. Possui vários prêmios em salões de arte e atuou como curador da galeria de arte da TV Educativa de MS. É fundador da Unidade Guaicuru de Cultura e é sócio membro da Associação dos Artistas Plásticos de MS.

Sobre a Retirada da Laguna – Em abril de 1865, uma coluna partiu do Rio de Janeiro, sob o comando do coronel Manuel Pedro Drago, percorrendo mais de dois mil quilômetros por terra até alcançar Coxim, na Província do Mato Grosso, em dezembro desse mesmo ano.

Em janeiro de 1867, o coronel Carlos de Morais Camisão assumiu o comando da coluna, então reduzida a 1.680 homens, e decidiu invadir o território paraguaio, onde penetrou até Laguna, em abril. Por demais distante das linhas brasileiras, e sem víveres para o sustento da tropa, afetada pelo cólera, tifo, e pelo beribéri, a coluna do Exército Brasileiro foi forçada a retirar sob os constantes ataques da cavalaria paraguaia, infligindo perdas severas aos brasileiros.

De um efetivo de cerca de três mil homens, retornaram às linhas brasileiras em Coxim, em junho de 1868 apenas 700 homens, alquebrados pela doença e pela fome.

Foto: Fábio Germano (encenação da Retirada da Laguna em 2016)

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