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2 de Maio de 2011 13h36

Aquário do Pantanal vai estudar biodiversidade e realizar pesquisas sobre remédios

Governo do Estado

O Aquário do Pantanal, que será construído pelo governo do Estado a partir do próximo mês, além de ser o maior de água doce do mundo, vai contar com o maior laboratório do Brasil para estudos e pesquisas envolvendo peixes do ecossistema regional, tornando-se referência internacional de pesquisadores e cientistas. Materiais analisados nos peixes e na vegetação poderão ser transformados em medicamentos e cosméticos. Além disso, ele dará condições de aprofundar o conhecimento e assegurar a integridade da fauna e flora presentes na região pantaneira. A obra vai ter início no próximo mês e a previsão é de que seja concluída em 2013.

De acordo com João Onofre Pereira Pinto, coordenador do Programa Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação em Biodiversidade (Biota-MS), no Aquário do Pantanal vão ser construídos um Centro de Pesquisa em Biodiversidade Aquática e uma Biblioteca Digital, os quais ampliarão consideravelmente a infraestrutura existente para estudos científicos em Mato Grosso do Sul. No Centro de Pesquisa serão desenvolvidos trabalhos visando ampliar o conhecimento sobre a fauna e a flora aquáticas existentes no Estado e promovendo o seu uso econômico, garantindo sua sustentabilidade e preservação.

Os trabalhos de pesquisa, desenvolvimento e inovação a serem feitos no Aquário do Pantanal compreenderão desde a pesquisa básica, como levantamento da biodiversidade aquática, até bioprospecção e manejo. “Ou seja, das pesquisas poderá resultar conhecimento de princípios ativos de peixes e plantas aquáticas para uso medicinal, cosmetológico, até as melhores formas de fazer uso alimentar da biodiversidade, indicando melhores práticas de reprodução”, afirma João Onofre.

O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta, com área de 138 mil quilômetros quadrados, tendo 65% de sua área situada em Mato Grosso do Sul. Patrimônio nacional e mundial, o Pantanal possui 1.863 espécies de plantas fanerógamas, 250 espécies de plantas aquáticas, 263 espécies de peixes, 41 espécies de anfíbios, 113 espécies de répteis, 463 espécies de aves e 132 de mamíferos. Este potencial de fauna e flora será o foco de estudos no Aquário.

O Centro de Pesquisa nasceu apoiado nas indicações do Biota/MS, com base em decisões das políticas públicas quanto a projetos de desenvolvimento regional, visando à promoção da sustentabilidade e conservação da biodiversidade no Estado. Ele reúne um conjunto de iniciativas voltadas à pesquisa, à bioprospecção e ao estabelecimento dos caminhos e parâmetros que devem ser obedecidos para garantir maior interação do homem com os ecossistemas, sem riscos à sua sustentabilidade ambiental.

De acordo com João Onofre, o principal componente do Aquário do Pantanal que dará a oportunidade de experiências científicas é o Centro de Pesquisa em Biodiversidade Aquática Pantaneira. Ele será composto por um conjunto de laboratórios científicos, que se utilizará do vasto material de estudo concentrado no Aquário, para se tornar um centro de referência na área. Serão desenvolvidas pesquisas científicas e tecnológicas visando ao conhecimento da fauna aquática para sua preservação, bem como para o seu uso econômico de forma segura e sustentável. Esse conjunto compreende laboratórios de biologias e sobre os biomas existentes no Estado.

Centro de Interatividade

Outro componente importante do Aquário que contribuirá no processo educacional é o Centro de Interatividade. No local, o público visitante vai realizar um passeio didático e lúdico ao universo virtual da biodiversidade do Pantanal e Cerrado sul-mato-grossense. O objetivo é motivar a reflexão de como vive, há quanto tempo e como foi desenvolvida a vida no meio ambiente de acordo com a ciência contemporânea. O passeio apresentará o significado da evolução da vida no planeta, de acordo com as pesquisas que a comunidade científica multidisciplinar local tem produzido ao longo dos anos, como e porque a vida adquiriu suas particularidades ao longo da evolução.

O conteúdo dos vídeos e softwares a serem utilizados no Centro de Interatividade será adaptável ao perfil dos visitantes. Terá basicamente um conteúdo para o visitante regular, em níveis informativos e contemplativos e diferentes conteúdos para grupos de visitantes de níveis acadêmicos; assim o espaço contemplará os visitantes desde o ensino básico até aos mais altos níveis científicos. As informações serão dinâmicas e serão periodicamente modificadas por profissionais de comunicação e educação científica especializada em cada área, para o quê deverão ser firmados instrumentos de cooperação técnica e científica com as Instituições de Ensino Superior.

Biblioteca

Já a Biblioteca da Biodiversidade também ajudará nesse aspecto da disseminação do conhecimento, pois ela reunirá todo o conhecimento disponível, principalmente sobre a biodiversidade pantaneira, envolvendo uma área física para consultas in loco e estações de trabalho (terminais computacionais), devendo, predominantemente, ser estruturada de acordo com o conceito de biblioteca digital/virtual.

Os serviços online da biblioteca ficarão disponíveis 24 horas por dia, fixando-se como a mais completa e dinâmica fonte de informações da biodiversidade do Pantanal. A biblioteca será parceira das instituições educacionais e científicas de Mato Grosso do Sul, do Brasil e do mundo e dará suporte de informação literária e de aprendizagem contínua na sua área foco.

“A cada ano aquários são inaugurados em todo mundo, dada a atração e fascínio que exercem sobre a população em geral e por serem poderosas ferramentas para a educação ambiental e o turismo. O Brasil é reconhecidamente o maior detentor de uma das maiores biodiversidades aquáticas, tanto marinhas quanto de água doce. O Governo de Mato Grosso do Sul, ciente dessa potencialidade, em particular quanto ao Pantanal, viu neste empreendimento uma forma de solidificar seus esforços de preservação e uso sustentável de sua fauna e flora referente a esse bioma e incentivar os brasileiros a dar continuidade nesse ideal de preservar a biodiversidade presente em seus Estados”, afirma João Onofre.

O Aquário do Pantanal retratará de forma sintética e objetiva toda a riqueza natural da biodiversidade dos ambientes aquáticos presentes nesse bioma. Dentre os seus propósitos, confirma-se um importante espaço público para turismo, lazer, educação ambiental, pesquisa e conservação da biodiversidade. “O Bioma Pantanal, pela sua magnitude, certamente merece ser tema exclusivo de um aquário, justificando a iniciativa de sua construção, tomada pelo Estado de Mato Grosso do Sul”, argumenta o coordenador do Biota-MS.

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