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BONITO - MS - DENÚNCIA

Após denúncia PMA investiga desvios irregulares no rio Mimoso em Bonito (MS)

Após denúncia PMA investiga desvios irregulares no rio Mimoso em Bonito (MS)

16 Jul 2019 - 11h53Por MÍDIA MAX
Equipe da PMA (Polícia Militar Ambiental)  está investigando os desvios irregulares no curso do rio Mimoso dentro do Parque das Cachoeiras em Bonito. Na quinta-feira (11), de acordo com informações, eles estiveram no local para fazer uma primeira análise e voltaram neste sábado (13) para investigar a situação dos desvios.
 
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, na quinta-feira a equipe fez uma análise preliminar e teriam desbloqueado alguns pontos para liberar o curso da água. E na manhã deste sábado os policiais estão apurando as possíveis irregularidades e possíveis autores da prática que pode ser configurada como crime ambiental.
 
Denúncia no MPMS
 
Vale lembrar que, nesta sexta-feira (12), uma denúncia foi protocolada no MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pedia a investigação dos desvios no curso do rio Mimoso no Parque das Cachoeiras,
 
O gerente geral do local teria recebido a informação de que funcionários da Fazenda Estância Mimosa estariam criando barreiras físicas no leito do rio para desviar o curso, aumentando o volume de água no lado da propriedade pertencente ao grupo Prata, causando a seca nas cachoeiras do parque.
 
Além disso, no local foram encontradas três valetas abertas nas rochas calcárias e barreiras com troncos de árvores que estariam prendendo os peixes do rio Mimoso, inclusive causando a morte de algumas espécies.
 
Conforme a denúncia, o desvio no curso do rio estaria causando muitos danos ambientais no local. As valetas estão baixando o leito do rio e causando a morte dos animais, deixando também forte cheiro no local.
 
Ainda na sexta-feira,  a reportagem tentou contato com o Parque das Cachoeiras por telefone, mas as ligações não foram atendidas. Já com a Estância Mimosa, não foi possível contato.
 
OUTRA PARTE - NOTA DE ESCLARECIMENTO
 

Em Nota de esclarecimento proprietário rebate informações divulgadas em site.

"Diante da denúncia que foi atribuída recentemente à Estância Mimosa Ecoturismo por desvio de águas do rio Mimoso, gostaríamos de fazer alguns esclarecimentos:

A Estância Mimosa, atrativo de ecoturismo que oferece passeio de trilha e cachoeiras em Bonito (MS), em operação turística desde 1999, tem na sua missão o compromisso com a conservação ambiental. Em 2013, 65% da área total do atrativo foi transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, uma categoria de Unidade de Conservação (UC), criada pela iniciativa do proprietário rural, de caráter perpétuo.

Participamos da fundação da Associação dos Atrativos Turísticos de Bonito e Região (Atratur); da Associação de Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural do Mato Grosso do Sul (REPAMS) e do Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), tendo forte atuação nessas entidades na defesa do meio ambiente e na geração e distribuição de renda via ecoturismo.

Recebemos diversos prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais comprovando assim nosso compromisso com a qualidade dos serviços e gestão ambiental.

Produzimos relatório de monitoramento de impactos ambientais a cada 6 meses protocolados anualmente, em conformidade com nossa licença de operação no Imasul.

O passeio atua com guias de turismo especializados em atrativos naturais, parceiros pela conservação do local, com grupos de até 12 visitantes garantindo a segurança do visitante e integridade do meio ambiente.

Para um devido esclarecimento da denúncia que nos foi atribuída recentemente de desvio de águas do rio Mimoso, já solicitamos uma vistoria da Promotoria de Bonito, da Fundação Neotrópica e do Instituto do Homem Pantaneiro (IHP).

O fato que ocorreu, e que já está completamente resolvido, foi devido a desobstrução de alguns canais e manutenção para a retirada de galhos decorrentes de enchentes que tivemos nos últimos tempos (conforme fotos abaixo). A ação, que também evita que os galhos possam vir a cair nos visitantes, faz parte do Sistema de Gestão de Segurança implantado e certificado há 10 anos consecutivos no atrativo e que obedece a Norma NBR ISO 21101, que estabelece os requisitos mínimos de segurança conforme certificação da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.

A licença ambiental da Estância Mimosa no IMASUL, inclusive, apresenta uma condicionante na qual diz que o atrativo pode adotar medidas que garantam a integridade ambiental e segurança dos usuários.

A limpeza para desobstrução promoveu um pequeno desequilíbrio entre dois braços do rio que se separam e se juntam mais abaixo, sendo que, em hora nenhuma, parou de correr água em ambos braços do rio, segundo vistoria realizada pela equipe do atrativo, e não foi constatado mortandade de peixes. Ressaltamos também que em nenhum momento foi utilizado picareta para a realização desta ação de limpeza, conforme citado erroneamente na denúncia, bem como causado danos às tufas calcárias.

A fim de restabelecer uma divisão adequada das águas dos dois canais, foram colocadas rochas e troncos bloqueando a água que vai exclusivamente para as cachoeiras da Estância Mimosa. Lembrando que essas águas se juntam ainda dentro dos dois passeios e seguem de forma única pelas cachoeiras do Sol, Surucuá e Sinhozinho.

Outra ação que foi feita, que gerou descontentamento no atrativo vizinho, foi a colocação de rochas pelo canal que corre pela lateral da Cachoeira do Sol, visando que a água fosse distribuída ao longo de toda a lâmina da cachoeira. Este trabalho evita que parte da cachoeira fique sem água, o que proporcionaria o surgimento de fissuras e possível posterior solapamento das cachoeiras, o que colocaria em risco a segurança dos visitantes.

A equipe da Polícia Militar Ambiental vistoriou o rio Mimoso no último fim de semana apenas do lado do Parque das Cachoeiras e infelizmente não tivemos a oportunidade de mostrar para eles as imagens e vídeos das enchentes ocorridas bem como os impactos causados nas cachoeiras.

Em nossa interpretação acreditamos que não causamos nenhum dano na natureza, que as ações realizadas contribuem para a sua conservação. Caso a comunidade científica e órgãos de controle do meio ambiente indiquem correções de procedimentos para melhor gestão ambiental, iremos segui-las. O Ecoturismo é uma atividade relativamente nova e estamos em constante aprendizado, acompanhando e cuidando deste trecho do rio Mimoso há 21 anos.

Acreditamos que temos que trabalhar para melhorar a relação com o atrativo vizinho para que, juntos, possamos cuidar desse importante patrimônio natural."

Ass: Eduardo Folley Coelho - Agropecuária Rio da Prata LTDA.
Data: 15 de Julho de 2019

Eduardo F. Coelho

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