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André Puccinelli apressa candidatura de Giroto temendo perder eleição da Capital

17 Nov 2011 - 09h21Por midiamax

 

Uma declaração do governador André Puccinelli, durante a inauguração das obras do Imbirussu-Cerradinho, terça-feira (15), sobre a disputa à prefeitura de Campo Grande, informa a desistência à condição de pré-candidatos, do secretário Carlos Marun (PMDB) e do vice-prefeito Edil Albuquerque (PMDB). Quarenta e cinco dias após anunciado pelo Midiamax, “a ala submissa ao governador do PMDB deu claras indicações de que vai trabalhar desde já pela candidatura Giroto a prefeito da Capital”, o governador confirma que outros pré-candidatos eram balões de ar que insuflariam a candidatura de Giroto à prefeitura da Capital.

Marun, presente ao evento, não conseguiu dissimular a surpresa ao ser anunciado como desistente, mas acatou, como sempre, as ordens que vêm do chefe. Edil não chegou a se manifestar, espera-se, no entanto que negocie espaço, até porque é ligado ao prefeito Nelson Trad Filho, e retorne à Câmara de Vereadores.

O deputado federal Henrique Mandetta (DEM), descartado pelo governador, e com contingente eleitoral pequeno para suas ambições, deve abandonar a corrida, pois, afinal, parece ter como intenção nesta pré-candidatura apenas o espaço que as mídias lhe reservam.

Simone Tebet, vice-governadora (PMDB) e o imbróglio de transferência de domicílio eleitoral, foi o ás na manga apresentado por André para se impor na disputa entre grupos. Isso o Midiamax já havia antecipado em matéria de 14 de outubro, demonstrando que: “a hipótese mais provável é lançar seu nome para a pesquisa exigida pelos postulantes [...] o resultado [...] salvaria a arquitetura política desenhada por André, e colocaria Giroto definitivamente candidato, com amplo apoio.”

Paulo Siufi (PMDB), presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, resiste a investida da máquina coordenada pelo grupo do governador e busca cativar parcela da população, formada principalmente por eleitores católicos e evangélicos mais ortodoxos, com projetos e discursos de cunho moralista. Se o vereador terá condições de ser o candidato do PMDB, apenas o tempo de articulações vão definir, é um hábil articulador conforme ficou comprovado quando de sua eleição para a presidência da Câmara. Mas, certamente, é de se esperar que negocie bem caro seu escopo eleitoral reforçando seu cacife e dando força para o seu nome no campo político do estado.

Entender esta engenharia dentro do partido, talvez demande entender o que não foi dito, o que não veio a público, mas André Puccinelli conhece o eleitorado, sempre soube manobrá-lo, sabe o poder da máquina administrativa.

Nessas articulações que vem desenvolvendo, tem deixado transparecer especial preocupação com as eleições 2012, especificamente com a eleição para a prefeitura de Campo Grande. É conhecedor que, se por um lado o controle da máquina por um longo período tem vantagens, por outro traz desgastes.

Beneficiada por este desgaste, a oposição capitaneada num primeiro momento pelo deputado Federal Vander Loubet, tem se mostrado a cada dia mais capaz de jogar o jogo. O PT evitou as rusgas internas causadas pelas disputas entre grupos de diversas tendências e, já em novembro definiu suas lideranças em torno da candidatura Vander, ganhando tempo e espaço para arquitetar acordos com outros partidos.

O PSDB, antigo e contínuo aliado do PMDB quer conquistar seu espaço próprio e joga todas as suas fichas no ex-prefeito de Maracaju, presidente estadual da sigla e deputado federal Reinaldo Azambuja, sabendo que conquista votos entre eleitores de Giroto e Vander, além de estar desenvolvendo um trabalho de base nos moldes da militância petista. É o Projeto 45 que, sob a batuta de Azambuja e municiado com material de propaganda tem conquistado a simpatia dos que desejam um modo de administração diferente da pemedebista e tem receio da administração petista.

Tirando estes partidos que são tradicionais nas eleições majoritárias, desponta forte neste primeiro momento de pesquisa, o deputado estadual e presidente estadual do PP, Alcides Bernal que vem num crescente desde que disputou e venceu sua primeira eleição para a Câmara, e desenvolve conciso trabalho de fortalecimento do partido em todo o estado. É de se esperar que evite aceitar a posição de vice e arrisque experimentar a força de seu nome junto ao eleitoral, mesmo porque ainda lhe restariam dois anos de mandato parlamentar a cumprir.

O recém-criado PSD, sob o comando do ex-senador Antonio João, não repetiu no Mato Grosso do Sul o desempenho de outros estados, ficando aquém do pretendido, mas retomou para a política a ex-vereadora Tereza Name. Acredita-se que isso possibilite uma chapa em que a ex-vereadora faça o contraponto de votos que necessita o ex-senador, de pouca expressão eleitoral.

Obedecendo a determinação partidária, o vereador Athayde Nery (PPS) entra na corrida sucessória à prefeitura buscando dar consistência política ao seu partido, e para isso abre mão de uma provável reeleição à Câmara. Aposta carrear votos suficientes que permitam a eleição de dois ou três outros vereadores, e a possibilidade de ampliar participação no governo municipal, fortalecendo a sigla e o seu nome para as eleições de 2014.

Dagoberto Nogueira tem dedicado esforços para reestruturar o PDT, que atravessou momentos delicados, inclusive com intervenção da Comissão Nacional. Agora, mesmo tendo colocado seu nome como candidato a prefeito, trabalha nos bastidores tentando costurar um acordo que permita uma chapa ‘imbatível’ de prefeito e vice, e na esteira, eleger vereadores para que seu partido retome a posição que já ocupou. Dagoberto sabe que seu nome seria bem aceito como candidato a vice em qualquer coligação que pretenda sair vencedora das eleições. Seu maior trunfo foi a filiação da advogada Tatiana Ujacow, ex-candidata pelo PV como vice de Zeca do PT nas últimas eleições para o governo.

Entre composições e articulações políticas, que podem mudar a qualquer momento sempre que um fato novo surja, o que parece consolidado é que Campo Grande terá seu prefeito definido em segundo turno. Nenhum nome parece tão forte que carreie, em um único momento, a preferência da maioria dos eleitores.

Este parece ser o temor do governador André Puccinelli que, se desarticulado seu grupo, ficaria sem a base necessária para concretizar seus planos políticos. Antecipar o candidato e lançar o poder da máquina que controla é o que precisa o PMDB para chegar em outubro de 2012 em condições de disputar o segundo turno. Afinal, além do poder da máquina, André sempre contou com a desorganização das oposições, que está fazendo a lição e vem forte e unida.

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