Menu
KAGIVA
quarta, 14 de novembro de 2018
ITALÍNEA DOURADOS
Busca
Politica MS

André Puccinelli apressa candidatura de Giroto temendo perder eleição da Capital

17 Nov 2011 - 09h21Por midiamax

 

Uma declaração do governador André Puccinelli, durante a inauguração das obras do Imbirussu-Cerradinho, terça-feira (15), sobre a disputa à prefeitura de Campo Grande, informa a desistência à condição de pré-candidatos, do secretário Carlos Marun (PMDB) e do vice-prefeito Edil Albuquerque (PMDB). Quarenta e cinco dias após anunciado pelo Midiamax, “a ala submissa ao governador do PMDB deu claras indicações de que vai trabalhar desde já pela candidatura Giroto a prefeito da Capital”, o governador confirma que outros pré-candidatos eram balões de ar que insuflariam a candidatura de Giroto à prefeitura da Capital.

Marun, presente ao evento, não conseguiu dissimular a surpresa ao ser anunciado como desistente, mas acatou, como sempre, as ordens que vêm do chefe. Edil não chegou a se manifestar, espera-se, no entanto que negocie espaço, até porque é ligado ao prefeito Nelson Trad Filho, e retorne à Câmara de Vereadores.

O deputado federal Henrique Mandetta (DEM), descartado pelo governador, e com contingente eleitoral pequeno para suas ambições, deve abandonar a corrida, pois, afinal, parece ter como intenção nesta pré-candidatura apenas o espaço que as mídias lhe reservam.

Simone Tebet, vice-governadora (PMDB) e o imbróglio de transferência de domicílio eleitoral, foi o ás na manga apresentado por André para se impor na disputa entre grupos. Isso o Midiamax já havia antecipado em matéria de 14 de outubro, demonstrando que: “a hipótese mais provável é lançar seu nome para a pesquisa exigida pelos postulantes [...] o resultado [...] salvaria a arquitetura política desenhada por André, e colocaria Giroto definitivamente candidato, com amplo apoio.”

Paulo Siufi (PMDB), presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, resiste a investida da máquina coordenada pelo grupo do governador e busca cativar parcela da população, formada principalmente por eleitores católicos e evangélicos mais ortodoxos, com projetos e discursos de cunho moralista. Se o vereador terá condições de ser o candidato do PMDB, apenas o tempo de articulações vão definir, é um hábil articulador conforme ficou comprovado quando de sua eleição para a presidência da Câmara. Mas, certamente, é de se esperar que negocie bem caro seu escopo eleitoral reforçando seu cacife e dando força para o seu nome no campo político do estado.

Entender esta engenharia dentro do partido, talvez demande entender o que não foi dito, o que não veio a público, mas André Puccinelli conhece o eleitorado, sempre soube manobrá-lo, sabe o poder da máquina administrativa.

Nessas articulações que vem desenvolvendo, tem deixado transparecer especial preocupação com as eleições 2012, especificamente com a eleição para a prefeitura de Campo Grande. É conhecedor que, se por um lado o controle da máquina por um longo período tem vantagens, por outro traz desgastes.

Beneficiada por este desgaste, a oposição capitaneada num primeiro momento pelo deputado Federal Vander Loubet, tem se mostrado a cada dia mais capaz de jogar o jogo. O PT evitou as rusgas internas causadas pelas disputas entre grupos de diversas tendências e, já em novembro definiu suas lideranças em torno da candidatura Vander, ganhando tempo e espaço para arquitetar acordos com outros partidos.

O PSDB, antigo e contínuo aliado do PMDB quer conquistar seu espaço próprio e joga todas as suas fichas no ex-prefeito de Maracaju, presidente estadual da sigla e deputado federal Reinaldo Azambuja, sabendo que conquista votos entre eleitores de Giroto e Vander, além de estar desenvolvendo um trabalho de base nos moldes da militância petista. É o Projeto 45 que, sob a batuta de Azambuja e municiado com material de propaganda tem conquistado a simpatia dos que desejam um modo de administração diferente da pemedebista e tem receio da administração petista.

Tirando estes partidos que são tradicionais nas eleições majoritárias, desponta forte neste primeiro momento de pesquisa, o deputado estadual e presidente estadual do PP, Alcides Bernal que vem num crescente desde que disputou e venceu sua primeira eleição para a Câmara, e desenvolve conciso trabalho de fortalecimento do partido em todo o estado. É de se esperar que evite aceitar a posição de vice e arrisque experimentar a força de seu nome junto ao eleitoral, mesmo porque ainda lhe restariam dois anos de mandato parlamentar a cumprir.

O recém-criado PSD, sob o comando do ex-senador Antonio João, não repetiu no Mato Grosso do Sul o desempenho de outros estados, ficando aquém do pretendido, mas retomou para a política a ex-vereadora Tereza Name. Acredita-se que isso possibilite uma chapa em que a ex-vereadora faça o contraponto de votos que necessita o ex-senador, de pouca expressão eleitoral.

Obedecendo a determinação partidária, o vereador Athayde Nery (PPS) entra na corrida sucessória à prefeitura buscando dar consistência política ao seu partido, e para isso abre mão de uma provável reeleição à Câmara. Aposta carrear votos suficientes que permitam a eleição de dois ou três outros vereadores, e a possibilidade de ampliar participação no governo municipal, fortalecendo a sigla e o seu nome para as eleições de 2014.

Dagoberto Nogueira tem dedicado esforços para reestruturar o PDT, que atravessou momentos delicados, inclusive com intervenção da Comissão Nacional. Agora, mesmo tendo colocado seu nome como candidato a prefeito, trabalha nos bastidores tentando costurar um acordo que permita uma chapa ‘imbatível’ de prefeito e vice, e na esteira, eleger vereadores para que seu partido retome a posição que já ocupou. Dagoberto sabe que seu nome seria bem aceito como candidato a vice em qualquer coligação que pretenda sair vencedora das eleições. Seu maior trunfo foi a filiação da advogada Tatiana Ujacow, ex-candidata pelo PV como vice de Zeca do PT nas últimas eleições para o governo.

Entre composições e articulações políticas, que podem mudar a qualquer momento sempre que um fato novo surja, o que parece consolidado é que Campo Grande terá seu prefeito definido em segundo turno. Nenhum nome parece tão forte que carreie, em um único momento, a preferência da maioria dos eleitores.

Este parece ser o temor do governador André Puccinelli que, se desarticulado seu grupo, ficaria sem a base necessária para concretizar seus planos políticos. Antecipar o candidato e lançar o poder da máquina que controla é o que precisa o PMDB para chegar em outubro de 2012 em condições de disputar o segundo turno. Afinal, além do poder da máquina, André sempre contou com a desorganização das oposições, que está fazendo a lição e vem forte e unida.

Deixe seu Comentário

Leia Também

AÇÕES DO GOVENO DO MS
A pedido de Reinaldo, recuperação da principal ferrovia de MS será prioridade de Bolsonaro
CIDADES
Operação contra tráfico de drogas em escolas prende cinco em MS
GERAL
Detran-MS retoma atendimento ao público através do Call Center
EDUCAÇÃO
Abertas as inscrições para o Curso Normal Médio Intercultural Indígena Povos do Pantanal
BONITO - MS - PONTO FACULTATIVO
Prefeitura terá ponto facultativo nesta sexta-feira (16) em Bonito (MS)
CIDADES
Após 10 anos, mulher ganha direito de ter sobrenome de 2 mães já falecidas
ALERTA
Imunização contra febre amarela deve ser feita de forma antecipada
OPERAÇÕES DA PF NO ESTADO
De quarta a domingo, PRF reforça fiscalização nas rodovias do Estado
EDUCAÇÃO
MS terá Centro Nacional de Mídias para implantação do Novo Ensino Médio
CIDADES
Vencedores do XIII Prêmio de Gestão Pública serão conhecidos no dia 19