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André diz que gravações são provas cabais contra prefeito de Alcinópolis

29 Jul 2011 - 10h28Por Campo Grande News

Depois de condenar os ataques a Manoel Nunes da Silva (PR), então prefeito de Alcinópolis, o governador André Puccinelli (PMDB) afirmou hoje que há provas cabais de seu envolvimento na execução do vereador Carlos Antônio Carneiro.

Manoel foi preso no último dia 20 e afastado do comando da prefeitura. “Eu estava fora, mas pedi que o Jacini [secretário de Justiça] acompanhasse. Através das oitivas que foram feitas, escutas telefônicas autorizadas judicialmente, foi comprovado. Claro que não se pede um indiciamento sem provas. O Jacini me transmitiu que a análise das escutas e gravações são provas cabais”, salienta. Entre os dias 15 e 25 deste mês, Puccinelli se licenciou do governo do Estado para acompanhar o tratamento médico de sua filha caçula.

À época do crime, ocorrido em outubro do ano passado, em Campo Grande, a família do vereador morto denunciou motivação política. Carlos Antônio era presidente da Câmara Municipal de Alcinópolis. Na ocasião, o governador disse que determinaria uma investigação rigorosa, mas que não havia provas. “Sempre há presunção de inocência”, afirmou nesta sexta-feira, durante evento no Sebrae da Capital.

No último dia 20, também foram presos o presidente da Câmara, Valter Roniz (PR), os vereadores Enio Queiroz (PR) e Valdeci Lima (PSDB), o comerciante Ademir Luiz Muller e a funcionária da prefeitura Jurdete Marques de Brito. Ela também é namorada de Irineu Maciel, preso pela execução do vereador. As prisões são válidas por 30 dias e o processo corre sob sigilo. Os presos foram trazidos para Campo Grande.

Após o assassinato do vereador, Irineu Maciel foi preso em flagrante por policiais civis que passavam próximo ao local, na avenida Afonso Pena. Ele foi levado ao local do crime na garupa da moto de Aparecido Souza Fernandes, de 35 anos.

Na delegacia, o pistoleiro relatou que o crime foi intermediado pelo seu cunhado Valdemir Vansan. A morte do vereador teria sido contratada por uma terceira pessoa, cujo nome não foi revelado. Valdemir foi preso horas depois do assassinato.

Ainda na delegacia, Ireneu disse que receberia R$ 20 mil, sendo R$ 3 mil adiantados, pelo crime e que o revólver calibre 38 lhe foi entregue pelo cunhado. O acerto era para “fazer uma pessoa”, cujo nome foi repassado por Valdemir.

Em interrogatório diante do juiz, Irineu deu uma nova versão para o crime. De acordo com ele, o motivo foi vingança porque o vereador o teria humilhado. O pistoleiro também afirmou ser dono da arma utilizada na execução.

Os três foram mandados a júri popular, mas recorreram ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). 

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