Menu
BONITO_PREFEITURA_FEVEREIRO_2019
quarta, 20 de fevereiro de 2019
mutantes
Busca
ITALÍNEA DOURADOS
MS - Justiça

Ameaçado há 13 anos, juiz Odilon não tem vida social

29 Nov 2011 - 10h15Por Fonte: O Globo (Paulo Yafusso)

 Há 13 anos, Odilon de Oliveira, de 62, juiz federal de Mato Grosso do Sul, não sabe o que é vida social e nem viaja com a família nas férias. Ameaçado de morte pelos integrantes das quadrilhas do crime organizado que ajudou a desarticular, o magistrado vive sob a escolta de agentes da Polícia Federal. Ele atua como juiz federal no estado há 25 anos e já perdeu as contas de quantos traficantes e contrabandistas mandou prender. As ameaças recebidas e o material recolhido nas investigações, como cartas anônimas, fotos, gravações telefônicas e e-mails, lotam uma das gavetas do gabinete dele.

— Lógico que eu tenho medo, mas isso não me faz desistir. Nunca tive pavor, pois isso afeta não tem controle sobre o medo — diz o juiz.

Ele afirma que a preocupação maior é quando se aposentar, daqui a oito anos, pela idade. Mesmo tendo a garantia de seguranças para protegê-lo quando estiver aposentado, Oliveira sabe que passará a ser um ex-juiz:

— Está sendo discutido o aumento da idade para a aposentadoria, eu até prefiro que a idade seja de 80 anos, aí quando me aposentar já estarei morto — diz, em tom de brincadeira.

Odilon de Oliveira mantém uma vida regrada. Acorda por volta das 5h30m e há 28 anos frequenta a mesma academia, onde faz exercícios todos os dias antes de seguir para o fórum federal. Apaixonado pelo trabalho, já leva a refeição pronta de casa, para onde retorna assim que termina o expediente. Também frequenta há quase três décadas o $salão no Centro da capital de Mato Grosso do Sul, onde cuida dos cabelos e é atendido pela manicure. Na academia ou no salão, sempre está escoltado por policiais federais.

Um dos homens está do lado dele, onde estiver. E outros monitoram o movimento ao redor. Em abril de 2005, quando trabalhava em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, Oliveira se hospedava no hotel de trânsito do Exército, e houve uma tentativa de invasão do local, supostamente para matá-lo. Num outro episódio, a PF descobriu que havia um plano para matá-lo e que para isso iriam subornar um soldado para colocar veneno na comida servida ao juiz.

Um outro caso foi no hotel onde Oliveira estava hospedado havia uma semana, também na fronteira com o Paraguai. Um dia, ao se preparar para levar o $para a academia de ginástica, o agente da PF suspeitou da atitude de alguns homens que estavam perto da saída da garagem, e acionou outros colegas. Quando os policiais foram abordar os suspeitos, eles saíram em dois carros em alta velocidade.

— Com essa situação toda, agora tenho poucos amigos e quase não saio. É constrangedor chegar na casa das pessoas com policiais armados. Mas o que mais gosto é de ser juiz. Não me iludo com o status, e se fosse pelo salário nem valeria a pena. A minha satisfação é pelo que faço pela sociedade.

Deixe seu Comentário

Leia Também

GESTÃO PÚBLICA
Reinaldo Azambuja fala sobre desafios da nova gestão em entrevista à GloboNews
BONITO - MS - CONGRESSOS DE NETWORKING
Bonito (MS) receberá pelo menos 10 mil visitantes na baixa temporada em busca de networking em 2019
AGORA DEU MEDO
PMA captura cascavel de 1,3 metros em residência na Capital
GERAL
Em MS, 38 radares voltam a operar na BR-163 a partir da próxima semana
TEMPO E TEMPERATURA
Alerta: 24 cidades de MS estão com aviso de tempestade de perigo potencial
BONITO - MS - POLÍCIA
Vítima de 'estupro virtual' volta para casa e retoma rotina na escola em Bonito (MS)
GERAL
Sistema do Detran-MS continua fora do ar nesta quarta-feira
GERAL
Gabaritos do Enade 2018 já estão disponíveis no site do Inep
COTA ZERO
Deputados pedem que caça do jacaré seja liberada
POLÍCIA
Homem é preso, suspeito de exploração sexual de criança