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Aids já matou 21 pessoas neste ano em Dourados

26 Ago 2011 - 17h34Por Diário MS

A Aids matou 21 pessoas neste ano em Dourados. O número já é superior ao registrado em todo ano passado, quando 18 pessoas morreram em decorrência da doença, segundo dados do Programa DST/Aids. O diagnóstico tardio e o abandono do tratamento são os principais motivos que levam pacientes a óbito.

Para se ter uma idéia do aumento das mortes, no ano passado o município registrava uma média de 1,5 mortes por mês e este ano vem registrando um índice de 2,6 óbitos. Para a coordenadora do programa, Berenice de Oliveira Machado de Souza, esse acréscimo é resultado do aumento no número de exames.

“Toda semana o departamento de vigilância em saúde está fazendo uma ação compartilhada em postos de saúde, e o programa DST/Aids está inserido com ações prevenção. Como o trabalho vem sendo mais divulgado este ano, existe uma procura maior por exames”, disse Berenice.
Segundo a coordenadora, os principais motivos que levam às mortes são o diagnóstico tardio e o abandono do tratamento. “A Aids não tem cura, mas tem tratamento e quanto mais cedo é diagnosticada, mais chances a pessoa tem de ter uma vida com qualidade, mas tem que fazer o tratamento direito”, disse ela.

Tanto o exame, quanto o tratamento pode ser realizado gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que através do programa atende com equipe multidisciplinar, com profissionais como psicólogos, médicos, odontologistas, entre outros.

Atualmente, 1.338 pessoas vivem com HIV/AIDS em Dourados; 36 novos casos foram diagnosticados este ano, sendo 23 homens e 13 mulheres. A transmissão do vírus pode ocorrer a partir de transfusão de sangue, uso de droga injetável e de mãe para filho. Sendo estes, os meios mais difíceis de contração.

O método mais comum é através de relações sexuais. Sendo o uso do preservativo a melhor saída para a prevenção. “Como eu contraí, me informo muito a respeito, é impressionante como as pessoas não tem o costume de usar preservativo e não é só os adultos, casados; pessoas de todas as idades, até jovens de 15 a 20 anos não usam, é uma questão cultural”, alertou a mulher que vive há dois anos com a doença, e preferiu não se identificar, com receio de sofre preconceito.
A portadora tem 49 anos, é divorciada e teve três filhos, dois ainda estão vivos.

“O preconceito existe, até dentro da minha família eu sofri. As pessoas sempre acham que pode acontecer com o visinho e não com elas, mas acontece. Li em uma pesquisa que no Brasil existem 250 mil pessoas que tem Aids e não sabem”, disse ela.

A mulher conta que leva uma vida normal, com acompanhamento, mas sem a necessidade de tomar remédios. “A minha imunidade é muito boa, não preciso tomar medicamentos, mas faço tratamento, cuido da minha saúde com exercícios e levo uma vida normal. Agora estou aposentada, mas por outros motivos que não a Aids, antes disso trabalhava normalmente com a doença”, contou.

A dificuldade de conseguir um trabalho, por conta da doença, ainda é um dos problemas enfrentados por aqueles que vivem com a Aids, sem contar os preconceitos em outras áreas do convívio social, que podem desencadear ainda outras doenças, como depressão.

A incidência de Aids é uma situação preocupante no Estado. Mato Grosso do Sul é o quarto com maior número de casos no país, de acordo com o levantamento mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde em 2010. Dos 13.520 novos casos registrados no país no ano passado, 187 foram no Estado.

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