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Afegãos vão assumir defesa com retirada de tropas dos EUA

27 Jun 2011 - 15h32Por Estadão.com

O plano da administração Obama de retirar parte das tropas norte-americanas do Afeganistão mostra que o país pode começar a se defender, disse o presidente Hamid Karzai neste domingo.

"O número de tropas que ele (Obama) anunciou que serão retiradas neste e no próximo ano é um sinal de que o Afeganistão está assumindo a sua própria segurança e começa a defender seu território com seus próprios recursos. Então, estamos felizes com o anúncio," disse Karzai ao programa Fareed Zakaria GPS, da CNN. "Sobre o número de tropas, não temos opinião," acrescentou.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou um plano na última semana para retirar 10 mil soldados do Afeganistão neste ano e um total de 33 mil até o final do próximo verão no hemisfério norte, em um ritmo que várias autoridades militares disseram ser muito agressivo.

O almirante Mike Mullen, chairman do grupo de militares que aconselha o poder executivo, e o general David Petraeus, principal comandante dos EUA no Afeganistão, disse em depoimento ao Congresso que a retirada de Obama é mais arriscada do que a estratégia que eles recomendaram, mas que apoiavam a iniciativa de reduzir o envolvimento na guerra de quase uma década.

Mike Rogers, chairman do comitê de inteligência da Câmara, disse ao programa "State of the Union", da CNN, neste domingo que a retirada parecia ter motivações políticas e que poderia dar espaço para crescimento do Taliban. "O prazo é muito pequeno. O fato da retirada dos soldados estar marcada para antes do primeiro debate (para a eleição presidencial dos EUA) de 2012 é preocupante, já que as condições lá não mudaram," disse Rogers.

Karzai disse que a informação de fontes locais que ele recebeu indicava que "a segurança em partes do país melhorou, a vida está melhor. Ainda não é o que desejamos, mas está melhor".

O número de vítimas militares e civis atingiu nível recorde em 2010, o ano mais violento da guerra desde que as forças lideradas pelos EUA no Afeganistão derrubaram o governo Taliban no final de 2001.

Este ano segue uma tendência similar, com a violência crescendo pelo Afeganistão desde que o Taliban anunciou uma ofensiva no início de maio.

Um homem-bomba em um carro matou pelo menos 20 pessoas, e possivelmente até 35, em um ataque contra um hospital em uma área remota na província de Logar no sábado, atingindo a maternidade do hospital.

Karzai admitiu para a CNN que explosivos na beira das estradas e ataques de homens-bomba continuam e são difíceis de eliminar, mas afirmou que eles não representam uma grande ameaça militar. "São incidentes, não são ataques do tipo que permitem controlar um vilarejo ou uma estrada," disse.

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