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O que acontece com o nosso cérebro quando estamos apaixonados?

12 Jun 2018 - 13h37Por DA REDAÇÃO

Quais são os efeitos físicos da paixão em nosso corpo?© Divulgação Quais são os efeitos físicos da paixão em nosso corpo?

Você pode ser a pessoa mais romântica do mundo, mas quando começar a entender a química da paixão, vai perceber o quão pragmática ela é. E tem mais: a paixão não é feita para durar muito tempo.

É que existe um roteiro químico da paixão que é responsável por diversas reações em nosso organismo, como o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, o aumento da intensidade de nossa respiração, a dilatação das pupilas, os tremores, a falta de apetite, a confusão mental, enfim, a paixão afeta até mesmo o nosso sono e a nossa concentração.

Muitas vezes podemos associar essas reações ao nosso coração. Mas o cérebro tem um papel muito mais ativo em nossas sensações quando estamos apaixonados.

Por exemplo, sentimos muito prazer ao pensar, ouvir, falar e encontrar com a pessoa amada. Em termos bioquímicos isso quer dizer que o cérebro é afetado pela dopamina, um neurotransmissor relacionado a alegria e a felicidade que, ao passear em nosso organismo, nos faz ter a sensação de que tudo ao nosso redor é realmente maravilhoso.

Como é bom estar apaixonado, não é mesmo? Veja bem...

"O nosso corpo não está preparado para viver a paixão de forma prolongada. Sim, ela tem uma função evolutiva de conectar as pessoas, por exemplo. Mas o corpo não consegue aguentar esse estado de estresse prolongado. É por isso que a paixão passa. E precisa passar. Por mais que a gente não queira...", compartilha Cecília Barretto, coach especializada em neurosciência, em entrevista ao HuffPost Brasil.

O impasse da razão x emoção sempre será um dilema para o ser humano, esteja ele apaixonado ou não.

Mas que tal entender um pouquinho mais sobre como o nosso corpo reage quando estamos vivendo o amor em sua máxima potência?

1.

Temos pensamentos compulsivos obsessivos. Literalmente ficamos viciados na pessoa.

"Esse é um padrão muito comum ao Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), e é normal que as pessoas tracem esse paralelo. Quando estamos apaixonados temos reações comuns ao TOC, que é uma disfunção", explica Barretto.

2.

O nosso nível de ansiedade aumenta. A mão sua, o coração acelera, ficamos sem dormir e sem comer.

"Simplesmente ignoramos as necessidades básicas do nosso corpo. E isso é insustentável", diz a coach.

3.

Nosso processo de análise e decisão é afetado.

"A parte mais evoluída do cérebro é a parte da frente, o córtex pré-frontal. É aqui que tudo acontece: as decisões, análises de riscos, tudo fica ativo nessa região. Quando a gente consome bebida alcoólica, por exemplo, essa parte fica menos ativa. Acontece a mesma coisa quando estamos apaixonados. E é por isso que as pessoas cometem as famosas 'loucuras de amor', que podem parecer ótimas ideias a primeira vista, mas nem sempre são. Isso tudo porque a área de tomada de decisão de nosso cérebro não está em sua melhor fase", explica Barretto.

4.

Outras regiões além do pré-frontal, como o núcleo caudado e a área tegmentar ventral também são afetados. Essas regiões são ricas em dopamina e endorfina, que tem efeitos semelhantes ao da morfina em nosso corpo. Ou seja, é normal se sentir "anestesiado"...

5.

Ainda, a feniletilamina intensifica a nossa memória em relação aos novos estímulos. É por isso que basta lembrar de um cheiro, de uma roupa e de um gesto da pessoa amada que sentimos uma onda enorme de prazer.

6.

Conclusão: O nosso corpo não está preparado para viver isso tudo de forma prolongada. Mas como resistir à paixão? Afinal, não há nenhum aviso prévio de quando ela vai chegar.

Calma, não é preciso brigar contra ela. A paixão é responsável por nos conectar com outras pessoas, e isso faz com que nós possamos criar laços mais duradouros e profundos.

O nosso corpo é tão inteligente que a paixão vai passar naturalmente. Mas isso não quer dizer que o relacionamento vai acabar com o fim da paixão.

 

"A paixão vai evoluindo para uma outra forma de se relacionar, que a gente chama de amor. Um sentimento mais estável, sem tantos picos, mas que também mantém as pessoas unidas", explica Barretto.

Apesar de os efeitos químicos da paixão não durarem a longo prazo, isso não quer dizer que não possamos nos apaixonar várias vezes - até mesmo pela mesma pessoa.

"Acredito que todo mundo tem o compromisso de manter sua relação atualizada. Manter o fogo aceso, sabe? E isso é possível. Vai desde procurar se expor à experiências diferentes, buscar se divertir junto com o seu parceiro, alimentar e manter hobbies e interesses em comum, sempre admirar as suas qualidades. Isso vai ajudar com que esse ciclo de paixão se renove, se reinvente e se mantenha sempre presente em um relacionamento. Não importa o quanto ele dure", compartilha Barretto.

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