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Bonito, 25 de abril de 2018
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6 de janeiro de 2018 12h50

Trabalhador morre após ser atacado por enxame de abelhas africanas em MS

Trabalhador morre após ser atacado por enxame de abelhas africanas em MS

Midiamax

Um homem de 65 anos, identificado como Roberto Luiz Carrasco, morreu na última quinta-feira (04) após ser atacado por um enxame de abelhas as margens da BR-163, no município de Sonora, a 351 km de Campo Grande.

Conforme o Coxim Agora, Roberto trabalhava em uma empresa terceirizada da concessionária CCR MSVia, que administra a rodovia e realizava o serviço de limpeza nas margens da BR-163, em um trecho próximo a Sonora. Durante o serviço, a vítima bateu sem ver em uma caixa de abelha africana e recebeu inúmeras picadas.

Além da vítima, outras duas pessoas ficaram feridas durante o ataque das abelhas, uma delas ainda se encontra internada em estado grave.

 

Roberto foi encaminhado ao Hospital Rachid Saldanha Derz, em Sonora, mas não resistiu a grande quantidade de toxinas injetadas pelas abelhas e veio a óbito.

O corpo da vítima foi translado para o IML (Instituto Médico Legal) de Coxim e liberado para a família realizar o velório que acontece na capela da Pax São Marcos.

Abelhas africanas

São muito mais agressivas que suas irmãs europeias. As africanas atacam em número maior e em apenas 30 segundos são capazes de injetar oito vezes mais toxinas em suas pobres vítimas. “Durante milhares de anos, por influência do meio ambiente, as características genéticas e comportamentais das abelhas africanas foram se diferenciando das europeias, que são muito mais mansas e fáceis de domesticar”, afirma o biólogo Osmar Malaspina, do Centro de Estudos de Insetos Sociais da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Acredita-se que o modo agressivo como os nativos africanos retiravam o mel, ateando fogo nas colônias, teria provocado a formação de um espírito tão guerreiro na espécie. Assim, as abelhas africanas ficaram tão preparadas para a autodefesa que percebem vibrações no ar a 30 metros de distância e já se sentem ameaçadas quando alguém chega a menos de 15 metros da colmeia. Quando atacam, podem perseguir sua vítima por mais de 1 quilômetro.

De tão perigosas, passaram a ser conhecidas em todo o mundo como abelhas assassinas.

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