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Sob gritos de 'já ganhou', Bolsonaro faz discurso e chama Moro de herói na Capital

13 Jul 2017 - 08h01Por Campo Grande News

De longe um homem vê seus fãs, ignora a imprensa que o aguardava para entrevista e cai nos braços do povo, que o recebe em polvorosa. A cena, que poderia ser de algum atleta campeão ou artista popstar, na verdade foi protagonizada por um veterano militar, o deputado federal carioca Jair Bolsonaro (PSC).

Aclamado por 300 pessoas, em maioria jovens, Bolsonaro chegou nesta noite de quarta-feira (12) ao Aeroporto Internacional de Campo Grande. A previsão é que o parlamentar entrasse pela sala de desembarque internacional para com a imprensa antes de seguir para o saguão e fosse recebido pelos apoiadores.

Mas Bolsonaro decidiu mudar o roteiro por conta própria e, logo após chegar ao local, foi em direção aos fãs - aproveitando a ação, que pegou até os seguranças e policiais militares desprevenidos, o público logo o cercou.

Em meio ao tumultuo, o deputado, apontado como um dos principais pré-candidatos à Presidência da República, disputando a liderança em diversas pesquisas de opinião, foi levado até o estacionamento do aeroporto pelos fãs, onde teve que subir em uma camionete e, com um microfone e uma caixa de som, fez seu discurso.

"Hoje é um dia histórico, porque o maior pilantra do Brasil foi condenado. Essa é a primeira sentença do grande herói juiz Sérgio Moro", dispara o deputado, ao comentar a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta.

Ao lado do deputado estadual Coronel David, colega de partido, Bolsonaro discursou no Aeroporto (Foto: Alcides Neto)Ao lado do deputado estadual Coronel David, colega de partido, Bolsonaro discursou no Aeroporto (Foto: Alcides Neto)

Ávido por polêmicas e com pompa de popstar, ele discursou por cerca de 10 minutos, um terço de sua passagem pelo aeroporto. Capitão da reserva do Exército, Jair Messias Bolsonaro recebeu tratamento de "Salvador da Pátria" - nome e status são mera coincidência, mas levanta curiosidade - por parte de seus apoiadores.

Sob os gritos de "já ganhou" de seus fãs, em clara referência à eleição presidencial, Bolsonaro se esquivou de possíveis punições por campanha eleitoral antecipada. "Se alguém da justiça eleitoral estiver aqui, quero deixar claro que não sou candidato a presidência e não estou pedindo voto", frisa o deputado.

Contudo, logo em seguida, ele fez um adendo. "Mas no Rio de Janeiro estou em primeiro lugar nas pesquisas e tenho certeza que isso vai se espalhar pelo Brasil", destaca o militar, que ainda hoje, acompanhado do deputado estadual Carlos Alberto David dos Santos, o Coronel David (PSC), vai para Nioaque, onde serviu em destacamento do Exército.

Política, corrupção e armas - Diante da "festa" por sua chegada, houve pouco espaço para perguntas relacionadas à política. Mas antes de subir na camionete para discursar, ele foi questionado pela reportagem se a condenação de Lula traria mais força para a candidatura dele, Bolsonaro esnoba e foi sucinto. "Não estou nem aí para o Lula".

Já quando perguntado sobre uma possível saída do PSC, o deputado foi firma ao declarar que quer sair do partido, por causa de uma divergência ideológica. "Só não saí por causa da janela partidário, mas discordo da aliança feita em um município do Maranhão com o PCdoB. Tudo caminha para isso acontecer de novo e sou completamente contrário", argumenta.

 
PM estima que 300 pessoas foram receber Bolsonaro (Fotos: Alcides Neto)PM estima que 300 pessoas foram receber Bolsonaro (Fotos: Alcides Neto)
 
Fãs de Bolsonaro invadiram o aeroporto com faixas, camisas e bandeiras para demonstrar apoioFãs de Bolsonaro "invadiram" o aeroporto com faixas, camisas e bandeiras para demonstrar apoio
 

No "palanque", Bolsonaro também aproveitou tocar nos assuntos corrupção, porte de armas e até saudades dos tempos que morou em Mato Grosso do Sul. "Chega de corrupção. Quero que a segunda instância da Justiça Federal ratifique a sentença do Moro", dispara novamente o deputado.

Depois, ele falou sobre o trabalho da Polícia Militar e o porte de armas. "De depender de mim, a PM sempre vai ter retaguarda jurídica para quando matar vagabundo o policial não ser penalizado", defende Bolsonaro, que completa.

"Todo brasileiro deve ter o direito a ter arma em casa. Isso é direito a liberdade, todos nós, os avôs de vocês, podiam comprar armas na Mesbla, mas o PT veio roubar nossa liberdade", diz Bolsonaro.

Ao fim do discurso, o militar adotou tom mais "carinhoso" ao agradecer ao coronel da PM, Alírio Villasanti, em destacar equipe para realizar a segurança dele no evento. "Tenho saudades de Mato Grosso do Sul, da guavira, do churrasco com mandioca, de tomar tereré. Meu filho não nasceu aqui, mas foi fabricado aqui", brinca.

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