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7 de Setembro de 2017 07h26

Governador Reinaldo Azambuja defende fim de privilégios no setor público

DA REDAÇÃO

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), defende o corte do que chama de “privilégios” nos poderes Executivo e Judiciário e, também, no Ministério Público.

Falando sobre a reforma da Previdência em entrevista a uma rádio da Capital, Azambuja afirmou que o Brasil, assim como MS, sustenta “alguns poucos privilegiados” e que essa é uma das razões do rombo nas contas da Previdência.

“Nós não queremos reforma da Previdência para tirar direito de ninguém. Nós queremos cortar privilégios. Tem muita gente privilegiada”, afirmou.

Para ele, a causa do deficit previdenciário não é decorrente do pagamento aos aposentados pelo regime do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas vem do próprio setor público, “dos poderes constituídos. Poder Judiciário, Ministério Público, o Poder Executivo”, sustentou.

“Nós temos um grupo de privilegiados e a sociedade brasileira paga esse custo. Isso precisa ter uma atenção”, disse, citando que 56% do que é arrecadado pelo Brasil, conforme o Orçamento Geral da União (OGU), é usado para pagamento de aposentadorias e pensões.

Apesar de Mato Grosso do Sul ser um estado jovem, já precisa repor aos cofres previdenciários, por ano, R$ 1,250 bilhão para pagar as aposentadorias e pensões. “Isso é dinheiro do Tesouro, do contribuinte”, lamentou.

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